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Software Livre: Uma opção de geração de trabalho, renda e crescimento profissional

Próxima edição do Fórum Internacional Software Livre (FISL) será de 05 a 08 de julho de 2017

 

O surgimento de uma nova Política Pública Nacional que viabiliza maior inserção do jovem aprendiz no mercado de trabalho por meio da Tecnologia foi o destaque do último dia de atividades do 17º Fórum Internacional Software Livre - FISL 17. O ministro do Trabalho e Emprego, Ronaldo Nogueira, participou do evento na manhã de sábado (16/07) em um painel sobre políticas de trabalho e emprego.

- O Brasil é um grande país e uma ação de inclusão do cidadão ao mundo tecnológico gera domínio sobre o conhecimento favorecendo a soberania da nação. O futuro é construído a partir do que obtivemos de conhecimento no presente e ações deste porte, como o FISL17, são fundamentais para permitir que a população tenha amplo acesso ao mundo tecnológico - afirmou.

Ao abrir o painel "A inserção profissional de jovens aprendizes via tecnologia", o representante do Governo Federal, destacou a importância do evento, parabenizando seus organizadores pela coragem e desprendimento na defesa desta causa.

- Fui colega de aula do Sady Jacques e vejo nele um cidadão comprometido com o crescimento do Brasil. Tenho certeza que, futuramente, ele será lembrado como um brasileiro que deu grande contribuição para que o nosso país tenha o pleno domínio do conhecimento. - enfatizou Ronaldo Nogueira.

A 17a edição do FISL ficará marcada para a história como um evento de muita superação, diante da instabilidade econômica que o país apresenta. Mesmo com dificuldades, a realização do evento foi mantida e o sucesso deu-se nos números finais. O coordenador Ricardo Fritsch afirmou que as expectativas foram superadas, principalmente em função de todas as dificuldades que enfrentaram.

- Tivemos uma quantidade enorme de 400 a 500 palestrantes e isso é o coração do evento. Tivemos uma participação efetiva das comunidades que estavam aqui para mostrar o que fazem e compartilhar conhecimento. A área de educação mais uma vez se destacou pela qualidade das discussões e eu chamaria a atenção também para o movimento maker, muito bem representado no FISL17. Além disso, a robótica e as impressoras 3D nos mostraram muito bem o que é possível fazer com as tecnologias livres - avaliou Fritsch.

Durante os quatro dias de realização, o FISL17 contou com quase 4 mil participantes e cerca de 200 voluntários que atuaram em diversas áreas e permitiram que o evento fosse realizado. O coordenador destacou, ainda, as doações que também foram essenciais para a concretização de um evento com qualidade e bem equilibrado.

- Talvez a gente não consiga perceber hoje a importância de discutir a questão de tecnologias livres em relação com a Internet das Coisas, mas cada vez mais a gente tá colocando dispositivos conectados à internet e dispositivos conectados a outros dispositivos. Por essa razão é importante termos claro que estes dispositivos sejam comandados de forma transparente - destacou Fritsch.

Ao avaliar os debates que ocorreram neste sentido, o coordenador reforçou que é fundamental que a tecnologia seja aberta, visto que cada vez mais haverá comandos por dispositivos. Desta forma, o código aberto oferece uma garantia para a compreensão do que eles oferecem.

O FISL17 ocorreu entre 13 e 16 de julho, no Centro de Eventos da PUCRS e teve como tema central a Internet das Coisas. Além disso, foram realizadas palestras técnicas, debates de gênero, cultura, educação, oficinas e a 2ª Maratonas de Startups. O FISL18 já tem data marcada: de 05 e 08 de julho de 2017.

Para tentar apontar diretrizes que possibilitem a elevação do acesso dos jovens aprendizes ao mercado de trabalho, participaram do painel o diretor do Departamento de Políticas de Trabalho e Emprego para a Juventude do Ministério do Trabalho e Emprego, Higino Vieira; o coordenador geral do FISL 17, Sady Jacques; o gerente de Projetos Experimentais no Laboratório Hacker da Câmara dos Deputados, Daniel Shim; o professor e atual coordenador do Bacharelado em Engenharia de Software da UnB, Paulo Roberto Meirelles; o coordenador do Programa Interlegis, do Senado Federal, Sesóstris Vieira; o diretor da Faculdade de Informática da PUCRS, Fernando Luis Dotti; e a coordenadora da Aprendizagem da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do RS, Denise Brambilla González. Mesmo não fazendo parte do painel, o Fórum Gaúcho de Aprendizagem Profissional este representado no evento por João da Luz, coordenador da Aprendizagem Profissional do Município de Porto Alegre.

Antes das discussões terem início, manifestantes subiram ao palco para protestar contra o Governo Federal, em um ato pacífico que durou cerca de 3 minutos. A respeito do ocorrido a posição oficial do Fórum Internacional Software Livre - FISL 17 é de total respeito às manifestações, sendo elas feitas dentro de limites de educação e civilidade, como foi registrado.

A comunidade de Software Livre presente ao debate teve acesso à proposta de inclusão no programa Jovem Aprendiz, um projeto de aprendizagem focado na Tecnologia, que será elaborado com base nas propostas apresentadas no FISL 17.

A legislação brasileira permite a contratação de jovens na condição de aprendizes entre 14 e 24 anos (exceto para aprendizes com deficiência, que não há limite de idade), desde que permaneçam na escola e façam algum curso técnico-profissionalizante. No período da aprendizagem, eles já têm a carteira assinada e recebem salário. Mas os dados sobre esse tipo de atuação não são exatamente os mais animadores, uma vez que em 2015 apenas 33% do total de jovens que podiam estar desempenhando algum tipo de atividade profissional foram aproveitados pelo mercado de trabalho. De acordo com Higino Vieira, são 1,2 milhão de jovens com potencial para isso e apenas 400 mil tiveram inserção no mercado no último ano. Ele lembrou, também, que os jovens são os principais consumidores de tecnologia, portanto, criar um programa de aprendizagem nessa área é uma maneira atraente de inseri-los no mercado de trabalho.

- Queremos que jovem aprendiz possa conhecer o lado do desenvolvimento da tecnologia, para deixar de ser apenas um usuário e passe a ser um desenvolvedor - explicou.

A comprovação das oportunidades que o software livre proporciona estiveram presentes ainda na palestra "Como ganhar dinheiro desenvolvendo sofware livre". O desenvolvedor web Sheldon Led Martins de Oliveira destacou que muitas empresas de desenvolvimento de softwares no Brasil estão ganhando dinheiro desenvolvendo, basicamente, softwares livres.

- Isso se deve ao fato de que o software livre não ser necessariamente gratuito, mas, efetivamente, um programa de computador que pode ser usado, copiado, estudado, modificado e redistribuído sem nenhuma restrição. Software Livre é uma questão de liberdade e não de preço. É um negócio como qualquer outro, e, claro, como não poderia deixar de ser, precisa ter rentabilidade financeira para ser sustentável - pontuou o palestrante.

As dicas de Sheldon Led para ganhar dinheiro desenvolvendo software livre, englobam trabalhar em uma empresa que desenvolve software livre; desenvolver seu software livre e vendê-lo (ou distribui-lo por uma taxa, como a comunidade prefere dizer); desenvolver e distribuir gratuitamente, mas cobrar a implementação; vender treinamento; vender suporte; vender customização; incluir anúncios no software livre; vender uma versão com licença comercial/proprietária; adicionar novas funcionalidades a um software pré-existente e criar lojas de aplicativos.

O uso do software livre em aplicativos móveis foi outro assunto em debate. O mapeamento de aplicativos para aprendizagem em dispositivos móveis realizado pela UFRGS foi o tema da apresentação do professor e do estudante do curso de Matemática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Paulo Francisco Slomp e André Ferreira Machado, respectivamente. Eles demonstraram o resultado do seu trabalho de coleta, avaliação, seleção e classificações de informações, por meio do mapeamento de software livre para ensino, que reúne, também, aplicativos para tablets e celulares. A iniciativa disponibiliza para a comunidade a Tabela Dinâmica Software Educacional Livre para Dispositivos Móveis, que possibilita que professores, pais e alunos verifiquem as ferramentas para celulares e tablets que podem ser empregadas em sala de aula, para abordagem de diversas matérias como Física, Geografia, Idiomas, Matemática, Química, entre outras.

De acordo com Slomp, a listagem foi organizada para que os usuários possam encontrar facilmente o que necessitam.

- Para que a comunidade possa colaborar com o projeto, a Tabela Dinâmica Software Educacional Livre para Dispositivos Móveis está disponível em formato wiki na Internet. Assim, qualquer usuário que queira contribuir com o projeto pode adicionar novos programas à lista sem necessidade de pedir autorização aos idealizadores. Professores, alunos, pais e demais internautas podem consultar as informações da tabela e podem também alterar seu conteúdo, corrigindo diretamente eventuais erros e imprecisões ou adicionando materiais - explicou Paulo Slomp.

A licença do conteúdo é Creative Commons CC-BY-SA, que permite a republicação e trabalhos derivados. Todas as ferramentas mapeadas pelo projeto são do tipo software livre, que tem como características fundamentais o fato de a licença disponibilizar o código fonte para que possa ser utilizado, estudado, modificado e redistribuído pelos usuários. As principais licenças são GNU/GPL, BSD, MIT e Apache. Outra vantagem é que 99% dos aplicativos livres são gratuitos, o que também contribui para a democratização desses recursos.

Durante o FISL17 foi firmado acordo para criação da Agenda do Desenvolvimento. O Pacto de Cooperação firmado entre a Associação Software Livre (ASL), a União Geral de Trabalhadores (UGT) e a Associação Sul-Riograndense de Apoio ao Desenvolvimento de Software (Softsul) tem como objetivo sustentar uma Agenda do Desenvolvimento. As pautas que integram esta iniciativa são ações prioritárias das entidades, de novas associações signatárias e todas as ações que os envolvidos entendam como importantes e necessárias para completar a agenda.

- Este é um trabalho que vem ocorrendo há muito tempo. A Softsul já é nossa parceira e nós somos de origem sindical. Fomos articulando para que esta iniciativa fosse se tornando um tipo de ação mais efetiva para que todos os entes colaborassem de forma permanente. Construímos uma agenda comum com os projetos e ações de interesse de cada um, que seriam avaliados sempre coletivamente e criaríamos prioridades, compartilhamento e esforço para conseguir recursos em conjunto para que estas iniciativas prosperassem e solidificassem - explicou o sócio da ASL, Carlos Alberto Jacques de Castro.

O secretário nacional de fomento institucional da UGT Gilmar José Pedrosi destacou que as entidades sindicais precisam se atualizar e estar a par de todos os acontecimentos e utilizar todos os instrumentos para o trabalhador se qualificar e melhorar sua condição.

- Nosso objetivo é que a própria entidade possa buscar instrumentos em conjunto com a ASL, Softsul e demais entidades que se interessarem, visto que somente alguns têm acesso a eles - reforçou Pedrosi.

Para o presidente da Softsul, José Antonio Antonioni, existem demandas, problemas e oportunidades comuns.

- Vivemos na era da colaboração e a soma de esforços e otimização de recursos sempre vai levar a melhores resultados. Entendemos que este pacto pode nos permitir uma união de forças que favoreça melhores resultados na execução de projetos em benefício das empresas e das comunidades de tecnologia, dos trabalhadores, podendo agregar valor a estes projetos que nascem em uma ou outra organização - afirmou Antonioni.

O Pacto de Cooperação é aberto a todas as associações de desenvolvimento cabendo às associações já signatárias decidir consensualmente aceitar ou recusar os pedidos de adesão.

Crianças Hackers

As crianças são hackers por definição, pois elas são curiosas, investigam e criam. A afirmação é da professora, integrante do Raul Hacker Club de Salvador, Bahia, e da idealizadora do projeto "Crianças Hackers", Karina Moreira Menezes, durante o painel que explanou sobre a iniciativa que ocorre há dois anos.

- A ideia surgiu da vontade que tivemos em envolver nossos filhos em nosso trabalho, para que eles pudessem compreender de forma clara o que fazemos. As crianças têm muito menos medo do que os adultos em experimentar e, com o desenvolvimento do projeto percebemos que é possível trabalhar em um mesmo espaço com crianças e adultos em um processo mútuo e horizontal - explanou Karina.

A pedagoga afirmou, ainda, que as tecnologias não solucionam todos os problemas da educação, principalmente àqueles relacionados com a infraestrutura. Além disso, ela destacou algumas deficiências como o acesso e desenvolvimento da fluência tecnológica que por muitas vezes tendem a ser instrumentais.

- A apropriação de tecnologias não pode se dissociar de outras dimensões do saber humano. Tem que considerar todas as dimensões e iniciativas feitas através dela. Somos nós que fazemos as tecnologias, podemos montá-las e remontá-las e é isso que as crianças precisam aprender - reforçou a coordenadora ao comentar como a experiência dentro do Raul Hacker Club tornou as relações mais humanas entre os participantes.

Karina citou outros benefícios importantes para o desenvolvimento das crianças, como o senso de organização espacial e o acesso a outras áreas relacionadas à TI. Durante as oficinas, além do contato com a linguagem e utilização de computadores, as crianças também fazem reaproveitamento e modelagem de brinquedos com recursos tecnológicos.

Para arcar com o projeto, o Raul Hacker Cklub conta com parcerias de voluntários, colaboradoes e instituições, como a Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia (FACED/UFBA). Entre as perspectivas do projeto estão a promoção de práticas de produção coletiva; utilização de produtos de diferentes linguagens; captação de mais voluntários da área tecnológica e a garantia de um financiamento.

Redes Sociais

Entre o surgimento do telégrafo até os atuais serviços de troca de mensagens, foram empenhadas diversas tecnologias. Porém, nem sempre a segurança foi o ponto forte no compartilhamento de conhecimento, principalmente quando feito por dispositivos. Durante o FISL17, o ativista da Free Software Foundation Europe (FSFE) Torsten Grote apresentou um aplicativo que promete revolucionar o serviço de troca de mensagens entre usuários, o Briar.

- O nosso objetivo é tornar possível para qualquer pessoa, em qualquer país, criar espaços seguros onde eles podem debater qualquer assunto, planejar eventos e organizar movimentos sociais - explicou Grote.

O principal diferencial do aplicativo é que ele não utiliza um servidor central. Desta forma, as mensagens são sincronizadas diretamente entre os usuários, independente da conexão com a internet. Briar pode ser utilizado via Bluetooth, Wi-fi e Tor (software livre que permite comunicação anônima, ocultando a localização dos usuários e impedindo a vigilância de rede ou análise de tráfego).

Disponível para dispositivos androids e versão desktop, o serviço oferece ainda opções de mensagens privadas, fóruns e blog (com atualização de postagens via feed). Entre as facilidades da ferramenta, Grote cita a organização de equipes para auxílio em tragédias; auxiliar o contato em manifestações e, também permitir a comunicação entre pessoas em caso de corte de sinal da internet.

O Briar está buscando voluntários que queiram contribuir no desenvolvimento do projeto, como design, documentação, tradução e teste. Interessados podem se inscrever na lista de desenvolvimento pelo site (https://www.briarproject.org/) ou fazer contato via e-mail contact@briarproject.org.

Já a palestra "Redes sociais livres e federadas como alternativas as redes privadas e espionadas", ministrada pelo administrador de redes e sistemas GNU/Linux em Curitiba, Paulo Henrique de Lima Santana, abordou a temática das mídias sociais livre e federadas desenvolvidas por comunidades de software livre ao redor do mundo e que são alternativas às mídia privadas.

Segundo Paulo Henrique, em tempos de falta de privacidade em redes onde o cidadão acaba virando um produto e sendo espionado, é importante conhecer alternativas como o Diaspora, Hubzilla, GNU Social, Pump Io e Noosfero, ótimos softwares que podem ser instalados nos servidores, usados livremente e serem conectados a outras redes.

- São redes sociais livres, privadas, seguras e federadas com o mesmo foco do facebook, por exemplo, mas que não estão sob o controle de nenhuma empresa ou organização específica. O caráter federado é que lhes propicia independência, e, portanto, respeito a privacidade e liberdade de expressão - afirmou o palestrante.

Expositores

Oferecer diversas atividades sobre temas que estão presentes no dia a dia de programadores, desenvolvedores, consultores e demais profissionais da área é o que o estande da ThoughtWorks Brasil propiciou aos participantes do 17º Fórum Internacional Software Livre (FISL). Uma das atividades foi o "Dev Ops", que de acordo com uma das coordenadoras do espaço, Mariana Bravo, é um movimento que trata de aproximar as comunidades de desenvolvimento e operação de software, visto que nas organizações estes setores geralmente estão separados. 

- Geralmente você monta o pacote e o entrega para os responsáveis pelo oficce. O Dev Ops tem justamente como objetivo aproximar as áreas e as pessoas, formando equipes multidisciplinares, evitando esta sepração - explica Mariana.

Foram realizados painéis, oficinas, sorteios de livros de colabores e demais profissionais e, todos os dias, às 18h, promoveu o "mão na massa", para desenvolver um pequeno hardware.

A atração ao lado foi o estande da SUSE. Utilizado por mais de 13.000 empresas no mundo todo. Em destaque o Suse Manager, o Suse Linux Enterprise Server e o Suse Linux Enterprise server 12.

A OYS Tecnhology trouxe aos visitantes do FISL17 opções de suporte e gerenciamento de redes e serviços em TI, além da oferta de diversos tipos de curso na área.

A OW2, comunidade independente dedicada ao software livre, apresentou em parceria com Propus e Konsultex uma série de atrativos. A Propus oferece serviços em suporte em TI, Data Science, equipamentos e softwares e tecnologia em telefonia. A Kosultex exibiu soluçoes em tecnologias web, mobile e cloud para gestão de conteúdo, gestão de processos, e inteligência de negócio.

A International Business Machines (IBM) tem no código aberto um dos seus princípios fundamentais que compõem a sua visão de negócios. A organização esteve presente no 17º Fórum Internacional Software Livre (FISL), apresentando seus novos produtos voltados para o design de negócios cognitivos; desenvolvimento como inovação aberta e disponibilização através da plataforma nuvem.

Do portfólio da empresa, o Watson é o principal sistema cognitivo. Ele pode ser utilizado como suporte para segurança, para combater o cibercrime e, também, no desenvolvimento de um aplicativo específico para organização de cerimônias matrimoniais, por exemplo. Faz parte do portfólio da IBM, ainda, o Bluemix (nuvem), onde os desenvolvedores podem criar aplicativos inclusive com os API's do Watson, que estão na plataforma.