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Representatividade feminina é destaque no 17° FISL

A construção de uma sociedade igualitária passa pela convivência entre os gêneros em todos os espaços, sem preconceito e privilégios. Embora o segmento tecnológico ainda siga predominado pela presença masculina, muitas mulheres vêm se mobilizando e encontrando no mercado oportunidades de desenvolver seu trabalho. Por acreditar e apoiar a igualdade entre mulheres e homens, o 17° Fórum Internacional Software Livre (FISL) conta, entre seus convidados destaques, com duas mulheres que são referência no segmento em que atuam: Desireé dos Santos e Christiane Borges Santos.

Inclusive, engana-se quem pensa que tecnologia e mulheres não são tão próximas, talvez por desconhecer que foram as próprias mulheres responsáveis por grandes descobertas na área. A matemática Ada Lovelace inventou o primeiro algoritmo para computador na história em 1842; a atriz e engenheira de telecomunicações, Hedy Lamarr inventou, durante a Segunda Guerra Mundial, o percurso da comunicação wireless em 1942; e, a pioneira Grace Hopper, em 1952, transformou o código fonte em linguagem de programação.

As convidadas afirmam que as mulheres marcaram a história da tecnologia e, atualmente, elas vêm se mobilizando através de grupos, potencializando o empoderamento e desmistificando o papel da mulher na área de TI.

- Não estamos em busca de um mercado predominantemente feminino, mas, sim, de um mercado igualitário em salários e representatividade feminina em todos os setores, inclusive a liderança - comenta Desireé.

Christiane é tecnóloga em Redes de Comunicação, Mestre em Engenharia Elétrica e de Computação, professora do ensino técnico e tecnológico no Instituto Federal de Goiás, e, pesquisadora na área de robótica e redes de telecomunicações. Já Desireé é graduada em Sistemas para Internet, mestranda em Ciência da Computação e consultora em desenvolvimento de software na Thoughtworks. Entre elas, a semelhança existe não somente a escolha pela profissão, mas também, a forma como se interessaram pela robótica.

- Meu avô trabalhava em uma empresa de alarmes e sempre o vi trabalhando com componentes eletrônicos e placas de circuito, às vezes eu ia com ele para o trabalho. Quando criança, eu ganhei muitos brinquedos que desenvolviam meu raciocínio lógico e nunca perdia um programa do Mundo de Beakman, queria ser cientista. A única boneca que me chamou atenção foi a Lú Esquiadora, ela se movimentava e falava e eu a desmontei para ver o que fazia ela ser diferente - conta Christiane.

Já a influência de Desireé veio do pai, que ela observava fazendo pequenos ajustes nos eletrodomésticos em casa.

- Para mim tudo era muito mágico, algo com defeito voltava a funcionar. O universo da eletrônica vem da infância e ficou dentro de mim. O tempo passou e o primeiro contato com a robótica foi em 2009, no Rio de Janeiro, durante um evento de tecnologia, quando participei de um workshop de Arduino e foi paixão desde o primeiro projeto - expõe a consultora.

O Arduino é, inclusive, uma das sugestões para as meninas que têm interesse na área. A ferramenta possibilita a criação de computadores que podem sentir e controlar mais o mundo e não necessita de conhecimento prévio em eletrônica ou programação.

- Existem diversos sites com projetos no estilo "faça você mesmo", que ensinam desde a aquisição e compra de materiais até mesmo o passo a passo para a construção de protótipos, como os sites Robotizando e Robô Livre - sugere Christiane.

Desireé indica, ainda, a procura por comunidades de tecnologia, como o grupo de usuário de Ruby-RS, Meetups, e eventos como o Rails Girls.

- São canais que potencializam conhecimento na área de tecnologia, além de aumentar o network - completa a mestranda.

Entre os aspectos positivos que o segmento propõe estão: ofertar um mercado amplo em oportunidades, desde que o profissional mantenha-se atualizado; não demandar vários anos de estudo para o profissional entrar no mercado de trabalho e obter retorno financeiro; flexibilidade de trabalhar em casa com apenas computador e internet; e, poder transformar uma ideia em algo real que pode ajudar as pessoas.

- Com a Internet das Coisas, impressoras 3D, drones e a própria robótica, temos um mundo de possibilidades. E diversas iniciativas apoiam pesquisas de desenvolvimento tecnológico. Devido ao contexto prático da robótica, pessoas se sentem motivadas a criar e inventar soluções - argumenta Christiane.

A professora acrescenta, ainda, que anteriormente, os robôs foram criados para atuarem em atividades perigosas aos seres humanos. Atualmente, eles podem auxiliar nas tarefas domésticas como a limpeza da casa, monitoramento e resgate de vítimas em acidentes, na medicina, agricultura e até mesmo como hobby.

 

fonte: Assesoria de Imprensa FISL 17