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Pokemon Go: pediatra afirma que jogo deve ser visto de forma menos conservadora

A popularização do jogo eletrônico de realidade aumentada Pokemon Go (inspirado no desenho que leva o mesmo nome), disponível para smartphones, tem dividido opiniões na sociedade. Muitas pessoas alertam para os riscos à segurança que o aplicativo pode apresentar. Porém, para o pediatra do Comitê de Desenvolvimento e Comportamento da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS), Renato Santos Coelho, a brincadeira deve ser vista de uma forma menos conservadora, visto que o jogo traz uma oportunidade para auxiliar crianças que tenham fobia social, por exemplo.

- Especificamente o Pokemon Go se apresenta de uma forma diferente dos games que temos até agora. Os pais podem participar e estimular as crianças a saírem de casa. Uma vez que a participação de pais e responsáveis é possível, os riscos diminuem. Estamos presenciando uma nova fase de jogos, com novas tecnologias e de forma mais interativa e social, por isso precisamos ter um olhar menos conservador - afirma o pediatra, reforçando que os acidentes relatados pelo uso do Pokemon Go devem ser avaliados isoladamente.

Apesar de apresentar uma opinião assertiva sobre o aplicativo, Coelho não recomenda o uso de jogos eletrônicos, de forma geral, para crianças menores de 3 anos.

- Este tipo de estímulo é pouco ou nada interativo, a criança pequena fica por muito tempo no mesmo estímulo, ativando as mesmas áreas e os mesmos neurotransmissores. A consequência imediata é a excitabilidade alta e não raro a irritabilidade e insônia - completa o pediatra.

A recomendação é que os pais limitem o tempo de uso e estimulem as crianças a brincarem fora de casa, em pátios e parques, e a praticar esportes. Além disso, Coelho destaca que os pequenos se espelham nas condutas dos adultos, por isto, o uso de smartphones e aparelhos eletrônicos deve também ser moderado na presença deles.

Ainda segundo o pediatra, na Academia Americana de Pediatria (AAP), o parecer há alguns anos tinha sido mais rígido do que atualmente, onde uma flexibilidade foi tomada sobre o uso de telas em geral. Porém, ele acredita que com o avanço a passos largos da tecnologia, em uma velocidade acima do que muitas vezes possibilite avaliar seus efeitos, as respostas ainda podem sofrer mudanças no futuro próximo.

 



Redação: Francine Malessa