Pinhalzinho

32º

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Maravilha

31º

21º

São Miguel do Oeste

31º

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Chapecó

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19º

Memorias de uma Guaírense

Sentada no aconchego do meu sofá, tomando uma cerveja gelada e visualizando a timeline do meu Facebook, eis que uma foto me chama a atenção. No primeiro momento em que olhei a fotografia, vi que se tratava da famosa Rua Joaquim Dorneles Vargas, localizada no centro de Guaíra.  Na fotografia estávamos eu e meu grande amigo de Infância Juliano, sentados na calçada de sua casa conversando, sobre qual assunto? Certamente eu não sei.

Lembro-me de como era minha infância em Guaíra, e sinto uma lagrima de saudades cair e deslizar pelo meu rosto.  Os finais de tarde com os amigos, jogando bets na rua, as brincadeiras de esconde-esconde até o escurecer, as brigas infinitas para ver quem conseguia capturar mais vaga-lumes. Cercadas pelas inúmeras vezes em que quebrávamos o cano de água do hospital São Paulo, por estar jogando bola em lugar que não devia. Uma infância tranquila e sem igual.

Ah Guaíra, linda e bela Guaíra, de encantos, que me encantou e até hoje me encanta. Encanta-me de beleza, de imagens cinematográficas, de um por do sol deslumbrante, que certamente nunca irei de achar nenhum no mundo igual.

Que saudades de ti Guaíra, do que tu eras na década de 90, da tranquilidade ao caminhar na praça para ir à missa, do aconchego que sentia ao descer ao Centro Náutico para admirar os lindos Tuiuiús caminhados pelas aguas do Rio Paraná.  

Mas também me entristece Guaíra, de noticias ruins, de descaso com a população, de violência, de roubos, de mortes, de impunidades.  Quero uma infância igual a minha para essa nova geração de Guaírenses. É o mínimo que posso desejar a um povo tão guerreiro, que jamais nega suas raízes.