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A incrível história de Aaron Swartz

Você já ouviu falar de Aaron Swartz? Certamente sua resposta será não. Aaron Swartz era um gênio da internet que morreu anos 25 anos, e muito do que estamos vivenciando hoje em termos de tecnologia é devido a sua grande contribuição.

 

Aaron Swartz esteve presente no mundo tecnológico desde os 14 anos de idade, e todos nós, de alguma forma, já fomos beneficiados com algo que ele fez. Aaron Swartz nasceu em Chicago, e aos 2 anos já manuseava um computador. Sua primeira criação foi aos 12 anos com o website “theinfo” onde todos poderiam inserir informação e edita-la, o website era parecido com a Wikipédia (que na época ainda não existia). Aaron era um jovem que queria mudar o mundo através da tela do seu computador, dando acesso a informação a qualquer pessoa que utilizasse a rede mundial de computadores. Para ele informação não deveria ser vendida e sim compartilhada entre as pessoas.
Com esta visão em mente, Aaron decidiu fazer algo que mudasse a forma de reproduzir informação, já que na época existia apenas a licença de direitos autorais “copyright”. Aaron desenvolveu a licença “Creative Commons”, utilizada para que autores e criadores de conteúdos possam permitir o uso mais amplo de seus materiais. Estes são alguns dos grandes feitos realizados por Aaron que também participou da criação do RSS e Reddit.
Mais qual era a grande luta de Aaron? Sua grande luta era a “política”, ele tinha sede de mudar o mundo, dando informação pela internet, compartilhando conhecimento a todo instante. Para isto em 2008 ele ajudou a criar o Watchdog, um website onde eram criadas petições públicas, e funcionava, de acordo com as próprias palavras de Aaron, relativamente em três partes. “Primeiro; puxa dados de todas as partes, votos, registros de lobby, relatórios de financiamento de campanhas, entre outros e deixa as pessoas explorá-los em uma interface. Mas apenas dar às pessoas a informação não é suficiente, a menos que você os de uma oportunidade de fazer algo sobre isso. Assim, a segunda parte do site é construindo para que as pessoas tomem medidas sobre aquilo que elas leram, escrevendo ou contatando jornais locais, revistas, entre outros, para publicar uma história sobre algo interessante que você encontrou. Unir estas duas partes será um banco de dados colaborativo para causas políticas”, Aaron.
O Watchdog ficou conhecido como “the good government site with teeth” em português (o site do governo bom com dentes). As constantes informações que o site possuía era relacionado a dados políticos. Junto com a criação do Watchdog, Aaron lançou uma campanha com o lema “A informação é poder. Mas tal como acontece com todo o poder, há aqueles que querem guardá-lo para si”. Diante deste fato Aaron resolveu agir.
Foi quando ele criou o PACER um sistema onde as pessoas poderiam usufruir de dados de domínio público, como por exemplo, o registro de tribunais federais dos Estados Unidos da América (EUA). Com este sistema Aaron se envolveu em grandes problemas, com o Tribunal e o FBI.
Não contente com a quantidade de informações de domínio público do governo, Aaron baixou cerca de 4,8 milhões de artigos acadêmicos de um banco de dados chamado JSTOR, pago por várias instituições dos EUA. Foi ai que Aaron se viu encurralado pelo FBI, quando descoberto sua ação de roubar artigos acadêmicos, ele foi levado ao Tribunal e devolveu todos os arquivos copiados sem lucrar nada.
Porém, esta ação rendeu sérias dores de cabeça. A pergunta que fica é porque um jovem com um alto QI queria roubar dados de um servidor de artigos? A resposta é simples. Nos EUA o acesso à artigos acadêmicos são caros, e Aaron pensava que deixar milhões de pesquisas com um grande potencial para o desenvolvimento da humanidade parados em um servidor era algo indiscutível, e que a população deveria ter acesso facilitado a estes artigos.
Mas esta incrível vontade de ajudar a compartilhar conhecimento, a todo custo, rendeu muitos problemas para Aaron, que acabou cometendo suicídio em 11 de janeiro de 2013, meses antes de seu julgamento. Ele seria julgado em abril daquele ano, e se o pedido dos tribunais fosse acatado, a punição seria de 35 anos de prisão e multa de US$1 milhão de dólares.
Aaron morreu pouco antes de completar 26 anos de idade. Ele era um menino brilhante e talentoso, porém, muito complicado. Alguns artigos que li sobre Swartz, afirmavam que era depressivo, e estava encurralado, perseguido a todo instante pelo FBI, se sentia preso dentro de sua casa, e sem privacidade resolveu dizer adeus.
Aaron desistiu do mundo pelo qual tanto lutou, e ficou com nós o paradigma de que perdemos, mais uma vez, a mente de um jovem brilhante, que acreditava que compartilhar informação tornaria o mundo melhor para as pessoas. Perdemos um jovem com sede de luta e garras na mão, que a todo instante acreditava em uma humanidade melhor. Perdemos a chance de descobrir a cura de milhares de doenças, perdemos a fé e a esperança de acreditar em um mundo melhor.

Perdão Aaron Swartz.