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Paperman

Há quem se envergonhe do estilo “oestino” de falar e viver. Alguns, porém, mostram-se defensores dessa “teRRa”, com dois erres fortemente pronunciados. É o caso dos irmãos Roberto e Demétrio Panarotto, de Chapecó – SC.

 

Para quem não conhece, os Irmãos Panarotto são os criadores do “Róque Colono”. Também não conhece? Experimente procurar “Irmãos Panarotto” ou “Banda Repolho” na internet e você logo descobrirá. O Demétrio eu nunca conheci, mas o Roberto foi meu professor de Cinema (e outras disciplinas) no curso de Publicidade e Propaganda da Unochapecó. É aí que eu quero chegar. Com sua barba comprida (ou não), jeito de pessoa brava e olhar extremamente sensível, o Panarotto mostrou-me a dimensão do universo do cinema. Eu não sabia quem era Truffault, Godard, Tarantino e tantos outros, mas esse “Poderoso Chefão” me ensinou tudo. Ou quase.

 

Hoje, meu olhar mostra-se um pouquinho mais apurado, graças a professores como o Roberto. Infelizmente, ainda não consigo entender bem a técnica do cinema: roteiro, fotografia, direção e tantos outros “detalhes” fundamentais. No entanto, busco a essência de cada história ao apresentá-la aqui.

 

É por isso que, seja o filme de longa ou curta-metragem, o que importa é sua história. O filme “Paperman”, por exemplo, mostrou-se simples e extremamente encantador em menos de 7 minutos de duração, conquistando o Oscar 2013 de Melhor Curta-Metragem de Animação. Tudo isso em um filme (quase) todo em preto e branco.

 

A história de Paperman é assim: um jovem solitário, ao ir para o seu trabalho, se encanta com uma mulher na estação de trem de Nova York. Num piscar de olhos, ela some, mas ele recebe uma segunda chance quando, da janela do lugar onde trabalha, a vê do outro lado da avenida. E assim tenta chamar a atenção da mulher. Uma. Duas. Dez vezes.

 

Bem, o importante é não desistir. Seja no oeste, leste, norte ou sul, o mundo não tem limites: nem para o “homem de papel”, nem para o Roberto e muito menos para mim.

 

Play! Ótimo filme!