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“Namoro à Espanhola” (ou “Ocho Apellidos Vascos”)

Sucesso de bilheteria na Espanha, “Namoro à Espanhola” parece ser só mais uma comédia romântica, mas é sem grandes pretensões que ele consegue divertir e conquistar até os mais críticos.
O diretor Emilio Lázaro transforma a rivalidade entre espanhóis e bascos (um pequeno povo disperso entre Espanha e França) em uma cômica história com boas lições. Os protagonistas são Rafa (Dani Rovira) e Amaia (Clara Logo). Ele, sevilhano divertido e romântico. Ela, uma basca “casca dura” que viaja com as amigas logo após ser abandonada no altar. Os dois se conhecem em um bar, discutem e acabam dormindo juntos. No outro dia, ela desaparece, mas esquece sua bolsa. Apaixonado, Rafa decide encontrar a jovem, arriscando-se em “território inimigo”.
A princípio, Amaia não quer nada com ele, mas quando o seu pai, Koldo (Karra Elejalde), aparece de surpresa, ela tenta esconder o fato de ter cancelado o casamento e pede para Rafa fingir ser seu noivo. A partir daí, o casal tenta esconder a farsa do casamento e o fato de Rafa ser andaluzo. Quem lhes ajuda nessa aventura é a simpática Merche (Carmen Machi). Nessas horas é que percebo o quanto é importante conversar com desconhecidos, ou melhor, fazer amigos. Resumindo o filme em uma frase de Renato Russo: “Quando tudo parece dar errado, acontecem coisas boas que não teriam ocorrido se tudo tivesse dado certo”.
“Namoro à Espanhola” prova que não é preciso “oito sobrenomes bascos” para ser uma boa pessoa. Da mesma forma, ser uma mulher taxista não é problema. É justamente sobre as diferenças que o filme trata: a história se passa com bascos e andaluzos, mas poderia ser entre cristãos e ateus, negros e brancos, ricos e pobres... É convivendo com as diferenças que surge a igualdade, o respeito, o amor. E o amor não escolhe raça, credo, partido ou classe social. Ele simplesmente acontece.