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“Gravidade”

Olá! O que te motiva a assistir um filme? Conhecimento? Entretenimento? Válvula de escape? Algumas histórias motivam, outras amedrontam, distraem, alegram, ou, na “pior” das hipóteses, dão sono.

 

No incrível filme “Gravidade”, o sentimento é de apreensão, afinal, quem gostaria de estar há 600 km da Terra, sem oxigênio, som ou qualquer sinal de vida?

 

No início, parece um filme simples e até cansativo. Seu desfecho, porém, é de “tirar o fôlego”, não apenas pelas belíssimas imagens, mas pelas atuações e pela história: três astronautas em pleno espaço, realizando consertos externos no telescópio Hubble, são surpreendidos por uma chuva de destroços decorrentes da destruição de outro satélite por um míssil russo. Um deles morre, os outros ficam à deriva no espaço, ligados um ao outro apenas por um cabo. Um deles é Matt Kowalski (George Clooney), astronauta em sua última missão. A outra é Ryan Stone (Sandra Bullock), engenheira médica na primeira aventura.

 

As chances de sobrevivência diminuem à medida que o desespero consome mais oxigênio. O silêncio confirma: eles perderam qualquer contato com a Terra e qualquer chance de resgate. E agora?

 

Diante da luta pela sobrevivência, o diretor Alfonso Cuarón faz do espaço uma metáfora para a vida dos protagonistas. A alegria e bom humor de Matt contrastam com a frieza e ressentimentos de Ryan. Mesmo distante da Terra, a realidade, em muitos casos, parece ser a mesma para a médica: A solidão era seu momento favorito do dia, quando, longe de tantas pessoas, retornava para casa sozinha. Além disso, o trauma de perder a filha a isolou completamente para qualquer relacionamento humano.

 

Assim, a única forma de sobreviver – na Terra ou no espaço – é mergulhar na imensidão de si mesma e descobrir-se. E assim evoluir.

 

Play! Ótimo filme!