Pinhalzinho

31º

19º

Maravilha

29º

19º

São Miguel do Oeste

29º

19º

Chapecó

30º

18º

Filme "NO"

Fotos de café, chimarrão, aquecedor; reclamações da temperatura, do banho, da chuva... Hoje, o assunto das redes sociais é o frio. Na década de 80, muito antes da internet, o assunto do povo chileno era livrar-se do ditador Augusto Pinochet.

 

Tudo começou com a grande crise econômica ocorrida no mandato do presidente socialista Salvador Allende, que, ao nacionalizar fazendas e indústrias, promoveu o desabastecimento, inflação e miséria. Com isso, Pinochet e os militares assumiram o poder e instituíram sua ditadura, tirando o país da crise a um custo muito alto: o fim da liberdade e o massacre de quem se opunha a suas ideias.

 

Após pressões internacionais, foi realizado um plebiscito para decidir se o ditador continuaria ou não no poder, daí o título do filme: “NO”.

 

O filme retrata a disputa entre a campanha pelo “sim” (permanência de Pinochet no poder) ou “No” (sua saída) e retrata especialmente os meios para convencer o povo.

 

Na trama, conhecemos o publicitário René Saavedra (Gael García Bernal) que, com poucos recursos e pressão do governo, cria um audacioso plano para a oposição (“NO”) vencer a eleição.

 

Por meio de equipamentos de captação de imagem disponíveis nos anos 80 (para mesclar imagens reais da época com as do filme) o diretor Pablo Larraín mostra que a certeza da vitória por Pinochet foi seu grande erro. Além disso, Pinochet só pensa no agora, e não no futuro, porque afinal é o imediatismo que faz do capitalismo o que ele é.

 

Em ano eleitoral, ao abrir uma “arma” poderosa chamada rede social, vejo mais brasileiros preocupados com um banho quente do que com o futuro do país. Reclamam – sentados - dos governantes, do inverno, do vizinho...  Fica o recado de Gabriel o Pensador: “Muda! Que quando a gente muda o mundo muda com a gente!”

 

 

Play! Ótimo filme!