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E Agora, Aonde Vamos?

“Zapear” é uma palavra recente do dicionário que se refere ao ato de “percorrer (canais de TV) ou trocar de canal incessantemente por meio do controle remoto”.

Na semana passada, estava “zapeando” até que um título incomum atraiu minha atenção: “E Agora, Aonde Vamos?”. Tratava-se de uma comédia dramática dirigida pela libanesa Nadine Labaki, que, aliás, também é protagonista da história.

No filme, Nadine interpreta Amale, uma moradora de uma pequena comunidade no Líbano, cujo único elo com o mundo exterior é uma velha ponte, cercada por antigas minas terrestres que não foram removidas.

A comunidade é dividida por islâmicos e católicos que, até então, vivem em paz. Até a igreja e a mesquita dividem espaço na mesma casa. No entanto, a medida com que os conflitos no país aumentam, os homens da comunidade passam a brigar entre si.

Logo, Amale e outras mulheres, como Yvonne (Yvonne Maalouf), a primeira-dama, Takla (Claude Baz Moussawbaa), Afaf (Layla Hakim) e Saydeh (Antoinette El-Noufaily), islâmicas e católicas, unem-se para evitar a guerra, boicotando as informações que lhes chegam , destruindo o rádio e televisão comunitários e, para desviar a atenção dos conflitos, elas decidem contratar um grupo de dançarinas ocidentais e drogá-los com bolinhos enquanto escondem todas as armas da aldeia.

É uma atitude corajosa das mulheres da história e ainda mais da diretora, Nadine, ao trabalhar os conflitos religiosos no Oriente Médio de uma forma leve, irônica e bem humorada. É lutar pela paz praticando a paz (e não a guerra)!

 

Play! Ótimo filme!