Pinhalzinho

23º

12º

Maravilha

23º

12º

São Miguel do Oeste

23º

12º

Chapecó

22º

“Blue Jasmine”

Ultimamente, tudo é culpa da crise. A verdade é que a crise pelo qual passamos é muito mais psicológica do que política ou econômica: crise de identidade, crise de relacionamento, crise no emprego... Não por acaso, só aumentam os casos de depressão, ansiedade, pânico e outros, especialmente porque estamos cada vez menos preparados para enfrentar as dificuldades da vida real. É fácil culpar o governo, os políticos, o chefe, os familiares ou quem quer que seja. Difícil é reconhecer que somos nós os principais responsáveis. Podemos entrar na onda da crise e nos afogarmos em lamentações. Da mesma forma, podemos aproveitar o impulso da onda para agir, mudar, reinventar.
Vencedor do Oscar de “Melhor atriz”, o filme da semana é um retrato dos efeitos da crise. Tendo como pano de fundo a crise norte-americana, ocorrida há alguns anos, “Blue Jasmine” nos apresenta a uma elegante mulher de meia idade, Jasmine (Cate Blanchett). Enquanto era casada com o investidor Hal (Alec Baldwin), ela se ocupava em compras, viagens, festas... Era tanto dinheiro a gastar, que Jasmine optou por abandonar a faculdade. Ora, com tanto dinheiro, para que estudar?
O problema é que dinheiro que vem fácil, vai fácil, e logo a polícia descobre as fraudes de Hal. Jasmine, dependente do dinheiro e do marido, se vê sozinha e falida. A solução é apelar para a irmã Ginger (Sally Hawkins), a quem sempre desprezou, e tentar superar o passado e recomeçar a vida em San Francisco.
Nesse misto de comédia e drama, o diretor Woody Allen nos mostra uma Jasmine que é vítima, mas também é culpada. É ignorante e esperta. É lúcida e neurótica. É ela quem decide quem quer ser e o que quer de sua vida, para que possa encontrar a verdadeira felicidade. Como escreveu Augusto Cury, “você precisa conquistar aquilo que o dinheiro não compra. Caso contrário, será um miserável, ainda que seja um milionário”.