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Amy

Você já parou para pensar quantos filmes são produzidos em todo o mundo? Segundo o livro Guinness World Records 2015, somente no ano de 2013 foram mais de 10 mil longa-metragem lançados. Desse número, poucos chegam ao público, seja pelo cinema, canais pagos ou TV aberta. Alguns, como o filme da semana, conseguem estar na lista dos “melhores” em premiações como o Oscar e ganham ainda mais fama.

“Amy” venceu na categoria “Melhor Documentário de Longa-Metragem”. Para quem não conhece, Amy Jade Winehouse (14/09/1983 — 23/07/2011) foi uma cantora e compositora londrina que conquistou milhares de fãs graças ao seu talento musical, com foco para os gêneros jazz e soul.

O documentário revela exatamente o que Amy afirmava aos 20 anos, em sua primeira turnê: “Eu não quero ser famosa. Tenho certeza de que não aguentaria a pressão”. Mas muito antes da fama, Amy era apenas uma adolescente que estava se descobrindo. Isso é comprovado pelos vídeos amadores, feitos pela família e amigos ao longo da vida de Amy e que compõem o documentário. O filme acompanha seu crescimento no meio musical e, paralelamente, as transformações em sua vida. À medida que isto acontece, os vídeos caseiros são substituídos por fotos, entrevistas e outros arquivos, muitos obtidos do acervo da mídia, já que Amy era o tipo de pessoa que dava audiência: ela não distinguia vida privada e vida profissional. Só que, talvez por ingenuidade ou por não medir as consequências a longo prazo, as mesmas câmeras que a consagraram também mostraram duramente seu fim.

Dirigido por Asif Kapadia, o documentário levou cerca de dois anos para ser concluído e contou com a participação de mais de 100 entrevistados.  Ao final do filme, não soube afirmar se o que matou Amy, com apenas 27 anos, foram as drogas, a depressão, o sucesso ou a fama. O que se pode afirmar é que o mundo está cada vez mais acelerado e repleto de tecnologias, mas com cada dia menos humanidade.