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Vida medíocre?

Olá amigos(as)...nesta semana algumas divagações existenciais. Será que estamos percebendo que o mundo está mudando? Que estamos nos excluindo do processo por viver na angústia e no medo? É o que parece.

 

Vida medíocre?

Não me levem a mal pelo título, trata-se apenas de uma palavra forte para expressar uma realidade que muitos ainda não se deram conta: de que estamos nos anulando como parte integrante de um processo mundial de transformação.

 

Um belo exemplo é a vida vivida pelos jovens de hoje. Estão imersos em tanta informação rasa que não conseguem encontrar o caminho para uma auto expressão verdadeira de ser. São conduzidos por processos externos que os levam a buscar realizações de terceiros. A família tem cada vez mais seus membros vivendo suas próprias individualidades, não uma vida integrada, de conhecimento e evolução conjunta. A educação é compartimentada, ou seja, se ensinam partes do todo que nunca farão com que o aluno chegue realmente ao entendimento do todo, prejudicando a tomada de decisões, ferindo justamente a base para o divino Livre Arbítrio.

 

Vivemos a cultura dos desejos. Mas essa cultura só leva a dois caminhos. O primeiro é não conseguir realiza-los e o segundo é realiza-los e perceber logo em seguida que perdemos a satisfação em ter ou fazer “aquilo”. Isso é inevitável, pois nós humanos desenvolvemos uma fome insaciável por novidades e pior, o prazer da caçada, negligenciando os resultados de buscar conquistar algo. Queremos, mas na maioria das vezes não sabemos por quê.

 

Há quem diga que a vida deva ser estética, que então deixaremos a mediocridade de lado. Estética quer dizer viver as sensações humanas: sexo, bebidas, jogos, comida, viagens, imagens. Infelizmente caímos na mesma malha fina de antes: uma hora o prazer desta ou daquela sensação acaba, inclusive quanto a forma como vemos a nossa própria beleza física. Isso percebemos em algumas aberrações humanas que estão por aí depois de intermináveis cirurgias plásticas. Transformaram-se em algo que já ultrapassa a forma humana.

 

Outros então explicam que a melhor vida é a vida ética. Pagar impostos corretamente, cuidar da família, ser fiel, trabalhador, investir no futuro. A pedra no caminho deste modelo é que vivemos numa sociedade corrupta, onde as injustiças estão em todos os lugares, a traição é prática comum, assim como a exploração do trabalhador na forma de impostos abusivos. Como não se frustrar em ser correto, quando ninguém mais o é? Sentimo-nos ingênuos.

 

Opção seria uma vida religiosa. Mas o fato é que as religiões são dogmáticas, sendo a maioria delas poços de repressão, mentiras e hipocrisias. De volta a estaca zero.

 

Como não viver uma vida de medo e angústia quando não há pilares fortes para sustentar nosso telhado? Para resolver isso tentamos todo tipo de fuga, mas no fim caímos na mesma valeta. Queremos fugir de uma vida medíocre. Cremos que isto acontece quando temos segurança, e é normal pensar assim, mas esta mesma segurança nos tira a nossa maior potencialidade, de enfrentar as mudanças com firmeza, sair do estado catatônico para se tornar agente ativo do processo da existência em evolução.

 

Talvez seja necessário um “salto de fé” através do abismo que criamos entre aquilo que estamos para aquilo que devemos ser. Deixar o medo de lado não é fácil, requer preparação, trabalho duro de autoconhecimento, bater de frente com velhas ideias e por vezes ser a “ovelha negra” do rebanho. Quem está preparado para não ter medo de sofrer?