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Uma opinião franca

Olá amigos(as)...Será que após o término da operação Lava Jato alguma coisa estará realmente limpa?

 

Uma opinião franca

Desde a monarquia portuguesa somos reféns das facilidades. Todos educados na política do “jeitinho”. É certo de que os políticos e nós, no geral, desde sempre, cresceram com o exemplo do pai que dá um “caixinha” pro guarda “aliviar” a sua multa de trânsito. Daquela mãe que fura fila no mercado com um sorriso irônico no rosto. Netos que veem seus avós terem suas aposentadorias roubadas por filhos, genros ou noras como se se isto fosse normal.

 

Década após década nós brasileiros vivemos a corrupção em nosso dia-a-dia como algo comum. Quantas vezes você já ouviu a frase: “se eu não sonegar impostos o meu lucro será muito baixo”! Existem pessoas honestas dentro de todas as classes. O problema é que são vistos como idiotas, que não fazem o “necessário” para sobreviver nesse “mundo cão”.

 

De fato, os governos engolem o nosso suado dinheiro década após década. Mas não é porque somos coitadinhos. Engolem porque deixamos. Sabemos que engoliremos o mais fraco abaixo de nós na cadeia alimentar econômica. Olha a facilidade aí! Ao invés de lutar para mudar o sistema damos um jeitinho para que o sistema nos sirva como ferramenta. Mas quando não há menores econômicos abaixo de nós brota a violência, o roubo, assalto e a decretação da morte por um par de tênis.

 

Não sei, mas o fato é que, em geral, quando a corrupção é o sistema de governo, é porque ela é também a forma dominante da vida social, pública e privada. De nada adianta ser hipócrita e sair na rua com cartazes vociferando palavras de ordem se o seu telhado é de vidro. A forma mais eficaz de lutar contra um sistema que forma corruptos é não ser um deles, não deixar que o sistema te corrompa.


Você dá R$ 20 a um colega para que ele faça seu dever de casa. Isso é possível porque os políticos, lá em cima, são corruptos? Ou é o contrário: os políticos, lá em cima, se permitem ser corruptos porque sabem que a corrupção é a regra aqui em baixo, na nossa vida cotidiana? E por mais que “metam a mão” no que é público nada vai acontecer, pois aqui embaixo, as vezes, eles tem até torcida.

 

Aqui em nossa bela cidade existe até, da parte de alguns jovens motoristas, uma disputa para ver quem “toma” mais multa por manobras perigosas, perturbação de sossego e por aí vai. É o “machinho” beberrão que tenta ser homem desafiando a lei. Uma versão apodrecida do péssimo exemplo de João de Santo Cristo daquela música da Legião Urbana. Um deslumbrado que acaba morrendo com um tiro nas costas.


Fato é que o cidadão médio brasileiro vive de pequenas corrupções: venda e compra de pontos na carteira, de votos, notas fiscais não emitidas, colas numa prova, pequenas sonegações e fraudes...Ele pede transparência e honestidade até se dar conta de que muitas de suas ações são filhas da mesma confusão que ele denuncia no político: uma incapacidade de distinguir os interesses públicos dos interesses privados.


Não basta que uma boa faxina seja feita pelas calçadas e praças; ela precisa acontecer em casa. Isso sim seria uma verdadeira mudança cultural...Veja se a sua hipocrisia não fede mais que a burguesia...desculpa Cazuza. Se mudarmos por dentro mudamos o que está por fora. Façamos das nossas consciências maduras a nossa Lava Jato.