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O que é a febre chikungunya

Na última semana, o governo brasileiro alertou a população para o avanço da febre chikungunya no país. O vírus, que é considerado "primo da dengue", não é letal, mas causa mais dores e tem sintomas graves que podem permanecer durantes meses com o contaminado. Além disso, a doença não tem tratamento específico.

Apesar do Brasil ter registrado apenas 16 casos de contaminação no país, a proliferação do vírus pode ser muito intensa em um primeiro momento já que a população brasileira não tem  anticorpos para este vírus. Entenda a doença:

Onde o vírus surgiu?

O vírus surgiu na África e se espalhou para a Ásia. Nos últimos cinco anos, centenas de pessoas que viajaram para esses locais se infectaram. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), desde 2004, o vírus havia sido identificado em 19 países. Porém, a partir do final de 2013 foi registrada transmissão autóctone (pessoas contaminadas localmente por mosquitos e não viajantes que retornam com a doença para seus países de origem) em vários países do Caribe e, em março de 2014, na República Dominicana e Haiti.

Nos meses seguintes, diversos países da América Central e da América do Sul também registraram surtos de chikungunya, inclusive os que fazem fronteira ao norte com oBrasil. Isso ocorre porque os mosquitos transmissores da doença são muito disseminados em todas as áreas tropicais do mundo.

Qual a situação do vírus no Brasil?

O primeiro registro de transmissão autóctone no Brasil foi na semana passada. Atualmente, há 16 pessoas que foram contaminadas dessa maneira: dois casos ocorreram no Oiapoque, no Amapá, e 14 no município de Feira de Santana, na Bahia. Outros casos suspeitos estão sendo investigados. O Ministério da Saúde ainda registrou 37 casos importados – de pessoas que viajaram para países com transmissão da doença – em 2014.

Como alguém pode ser contaminado pelo vírus?

A doença é transmitida exclusivamente pela picada do mosquito vetor da dengue, o Aedes Aegypt, e pelo Aedes Albupictus, presente em todo o Brasil.

Quais são os sintomas?

Na fase aguda, logo após a picada, os sintomas são febre alta de início súbito, artrite, dores musculares, fortes dores de cabeça, manchas na pele, náusea, erupção cutânea e conjuntivite.

Na fase crônica, o paciente ainda pode sentir dores nas articulações, depressão, cansaço e fraqueza. Os sintomas peristem por até 10 meses em 49% dos casos e pelo menos 80% dos pacientes permanecem com os sintomas três meses depois.

Qual é o tratamento?

Não tem tratamento específico, se dá basicamente com o uso de paracetamol, hidratação e repouso.

Há possibilidade de morte?

A chikungunya muito raramente leva a morte. Sendo mais comum em idosos e pessoas com doenças crônicas graves.

É possível conter o vírus?

De acordo com o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, a contenção é muito difícil no caso de chikungunya. Porém, segundo ele, o Brasil tem uma vantagem porque é um dos poucos países que tem um programa permanente do controle da dengue – que também deve controlar a contaminação do chikungunya.

Quais são as ações do governo brasileiro para combater a doença?

O Ministério da Saúde alertou as secretarias de saúde assim que registrou os primeiros casos importados neste ano, pois era esperado que houvesse contaminação em território brasileiro. Porém, o ministério explica que a maneira de combate é idêntica a da Dengue – evitar a proliferação dos mosquitos.

 

FONTE: DIÁRIO CATARINENSE