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Nosso céu e inferno - harmonização

Olá amigos(as)...hoje, assim como na última semana, continuamos a estabelecer contato com certos ensinamentos/filosofias do mundo antigo, principalmente do oriente, que, apesar de esquecidas, nos fazem imensa falta hoje. Existe uma urgência em nos reconectarmos com a essência da vida, a fim de tocarmos uma nova canção no amanhã, que ainda não pode ser ouvida com nossos ouvidos de agora.

 

Nosso céu e inferno - harmonização

Um Samurai grande e forte, de índole violenta, foi procurar um pequenino monge.
- Monge - disse, numa voz acostumada à obediência imediata - Ensina-me sobre o céu e o inferno!

O monge miudinho olhou para o terrível guerreiro e respondeu com o mais absoluto desprezo:
- Ensinar a você sobre o céu e o inferno? Eu não poderia ensinar-lhe coisa alguma. Você está imundo. Seu fedor é insuportável. A lâmina da sua espada está enferrujada. Você é uma vergonha, uma humilhação para a classe dos samurais. Suma da minha vista! Não consigo suportar sua presença execrável.

O samurai enfureceu-se. Estremeceu de ódio, o sangue subiu-lhe ao rosto e ele mal conseguiu balbuciar palavra alguma de tanta raiva. Empunhou a espada, ergueu-a sobre a cabeça e se preparou para decapitar o monge.

- Isto é o inferno - disse o monge mansamente.

O samurai ficou pasmo frente a compaixão e absoluta dedicação daquele pequeno homem, que ofereceu a própria vida para ensinar-lhe sobre o inferno! O guerreiro foi lentamente abaixando a espada, cheio de gratidão, subitamente pacificado.

- Isso é o céu - completou o monge, com serenidade.

 

Esta parábola antiga, que ensina sobre o céu e o inferno, nos mostra que tudo está “dentro” de nós. Céu ou inferno só existem se nós manifestarmos um ou o outro. E é nessas manifestações, quando as analisamos com consciência, que aprendemos de verdade como mudar. E mudar tem que ser no Agora, pois o futuro é só consequência do que você pensa hoje.

 

Portanto, na próxima vez que você ficar raivoso, vá e corra ao redor da casa por sete vezes e depois disso, observe para onde a raiva foi. Aqui você pode descobrir o seu próprio catalisador, aquilo que te acalma. Se você não reprimir a raiva, se não tentar controla-la, nem a jogar sobre outro alguém, você quebra a “corrente do mal”. Essa corrente é criada quando você (tolo) joga sua raiva sobre alguém tão tolo quanto você, tão inconsciente quanto você, que irá reagir. Ele devolverá raiva em dobro. Isso não tem fim. Esse é o útero das guerras.

 

Já se você jogar a raiva pra cima de uma pessoa iluminada, então não haverá problema; ele irá lhe ajudar a liberá-la e a passar por uma “purificação”. Mas é o que menos acontece. A isso se dá o título de harmonização (quando alguém quebre a corrente do mal). Quero ressaltar que apesar de expor essas ideias, não sou diferente de você, erro...e muito! Mas mesmo que a chave é torta, é fuçando que ela abre a porta, já dizia Raul Seixas.

 

Até os patos ensinam importante lição sobre isso. Mesmo flutuando em paz, totalmente presentes no Agora, eventualmente dois deles vão se envolver em uma briga, que dura alguns segundos. Os patos então nadam em direções opostas e batem suas asas com força, por algumas vezes...e continuam a nadar em paz, como se a briga nunca tivesse acontecido. Perceba que ao bater as asas eles estão simplesmente soltando a energia acumulada, evitando que ela fique aprisionada no corpo se transformado em negatividade. Isso é sabedoria natural (harmonização). É fácil para eles porque não têm uma MENTE para manter vivo o passado, sem necessidade. Esse é um dos maiores desafios do ser humano, viver NO presente (harmonizando) e não DO passado (remoendo).