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Não falemos mal dos outros!

Olá amigos(as)...sejam bem vindos a mais uma coluna. Espaço em que podemos dividir opiniões sobre os mais diversos fatos e atos da nossa vida cotidiana. Hoje o assunto é sobre quanta porcaria sai de nossas bocas todos os dias.

 

Não falemos mal dos outros!

Nos últimos dias, após levar um belo puxão de orelhas, comecei a observar mais atentamente os tipos mais comuns de assuntos que os seres humanos conversam. Olha, dá pra ficar chocado se você sair do piloto automático um dia apenas para prestar atenção no que diz aos outros e o que os outros falam a você. Nesta minha empreitada de policiamento do verbo quase fiquei mudo. Foi aí que me toquei...aquilo que verbalizava nas conversas de esquina, no trabalho, na família, com os amigos, em sua grande parte não contribuíam em nada...nem pra mim nem pra quem me ouvia.

 

Pude dividir as conversas em três grandes categorias: falar mal dos outros, reclamar de algum mal estar próprio ou mesmo doença e sobre desgraças que acontecem. É impressionante como qualquer assunto que inicia acaba descambando pra uma dessas três categorias...é batata, faça o teste. Já disse Leon Tolstói: “Falar mal dos outros agrada tanto as pessoas que é muito difícil deixar de condenar um homem para comprazer os nossos interlocutores”. É bem isso! Quando alguém fala mal de outra pessoa para nós, implicitamente deseja que você tenha a mesma opinião. E mesmo não tendo, acabamos concordando e dando corda àquilo para que a conversa não se torne desagradável. Porque sim! Tomar uma posição e defende-la gera atrito, cansa, mas também mostra que somos mais que uma massa de carne homogênea. Aliás, brasileiro não gosta de atrito, por isso concorda com tudo...até com juros de 500% ao ano no cheque especial.

 

Precisamos ter muito cuidado ao usar o nosso verbo, pois palavra falada é poder. Para o bem e para o mal, já disseram sábios do Oriente e do Ocidente. Como explica Confúcio: “Não fales bem de ti aos outros, pois não os convencerás. Não fales mal, pois te julgarão muito pior do que és”. A primeira parte é ruim, pois damos corda ao nosso ego, que corrompe a nossa essência. Quem é bom não sente a necessidade de enfiar isso “goela” abaixo de ninguém. A segunda parte é pior, pois quando falamos mal de alguém, imediatamente quem nos ouve vai buscar em nós alguma característica que diga: quem é ele para falar isso! Se faz aquilo e mais aquilo...e até inventam coisas, pois somente EU posso falar mal de alguém (somos egoístas até nisso) já que me julgo perfeito. Pensemos bem.

 

Existe um provérbio turco que diz: “Se alguém fala mal dos outros para ti, falará mal de ti para os outros”. Falar mal dos outros é um hábito infeliz que vem se banalizando. Acontece todo o dia, a troco de nada. Revela falta de educação e falha de caráter. “O sábio nunca diz tudo o que pensa, mas pensa sempre em tudo o que diz”, já disse Aristóteles.

 

Por fim apelo a Tiago, o Justo, que no Capítulo 4, versículo 11 escreveu: “Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão, e julga a seu irmão, fala mal da lei, e julga a lei; e, se tu julgas a lei, já não és observador da lei, mas juiz”. Hoje todos cremos ter o poder de julgar. Mas quem nos deu esse poder fomos nós mesmos. E de que isto vale? De nada. Estou aprendendo a ouvir e a falar, palavra após palavra.