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Insatisfação que dói nos outros

Olá amigos(as)...nesta coluna venho tratar de um assunto que sempre vem a tona nos finais de ano: a insatisfação no trabalho. Já que a cada fim de ano nós humanos temos a esperança que após as festas de natal e réveillon começará um novo ciclo, com novas possibilidades, pensamos, inevitavelmente, em achar aquele “emprego dos sonhos”. Mas a realidade geralmente não condiz com as expectativas. Mas será culpa do Papai Noel que não atendeu nosso pedido?

 

Insatisfação que dói no outros

A insatisfação com o trabalho é um problema que a cada dia afeta mais profissionais. Pesquisa da Isma Brasil (International Stress Management Association) mostrou que 72% das pessoas estão insatisfeitas com o trabalho. Pensa bem! Apenas 28% dos trabalhadores brasileiros estão “de bem” com a sua função. Melhor. Imagine que a cada 10 colegas seus, sete estão ficando infelizes com aquilo que estão fazendo. Isso é muita coisa, pois logo os três felizes restantes estarão sofrendo as consequências da infelicidade dos outros sete.

 

Segundo a pesquisa, a insatisfação em 89% dos casos tem a ver com reconhecimento, em 78% com excesso de tarefas e em 63% com problemas de relacionamento. Vamos analisar a questão do reconhecimento. Será mesmo preciso correr atrás dele com voracidade. Se você é um funcionário competente e sério, o reconhecimento não precisa ser buscado, pois você sabe o que faz, quanto faz e porque faz desta maneira. Se o seu atual chefe não vê, pode ter certeza que alguém verá, e a oportunidade nova baterá a sua porta. Reconhecimento dos colegas, esqueça! Preste atenção somente em não se contaminar com a doença chamada hipocrisia.

 

O excesso de tarefas se explica por si só. O bom funcionário tem a tendência, errada, de “pegar” trabalhos que muitas vezes nem são da sua competência para “fazer o serviço andar”. Isso só alimenta a turma dos “espertinhos”. Aqueles seres abomináveis que acreditam ser inteligentes ao “jogar” nas costas dos outros suas tarefas. Não sabem eles que estão perdendo a maior aula de todas: o desafio.

 

Sobre os relacionamentos. É incrível como os ambientes de trabalho nos dias atuais são falsos. Todo mundo sorrindo, distribuindo beijos e abraços, elogios aqui e acolá, sempre quando você está ouvindo. Mas por traz a língua toma outro rumo. Já conheci pessoas que só não falavam mal de si mesmas (óbvio), mas criavam tanto caso entre os colegas que aquela brincadeira de colégio do “telefone sem fio” evoluiu a um grau tal que beirava um estudo da NASA!

 

Funcionários não se preocupam em realizar bem a suas tarefas, querem é saber se os outros estão realizando as suas, tomando pra si papel de chefe, como se isso o fizesse se sentir mais “poderoso(a)”. Muitas vezes também destilando sua amargura interna em palavras, gestos e ações. Isso causa um estrago considerável em pessoas sensíveis. E sensibilidade não tem nada a ver com fraqueza. Tem a ver com senso de companheirismo, empatia. Uma máxima: o que é pessoal fica em casa, o que é trabalho fica no trabalho!

 

Neste final de ano, ao invés de ficarmos sonhando com o “emprego perfeito”, que utilizemos esse tempo para pensar em como eu estou me comportando no meu atual emprego: como uma metralhadora de frustrações com munição venenosa ou como uma mesa farta de boas virtudes, onde todos podem se servir sem cobranças. Um ótimo Natal a todos nós!