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Inadimplência acima dos 60 anos cresce

Olá, amigos(as)...nesta semana abordaremos tema relacionado ao Dia Internacional do Idoso, comemorado em 01 de outubro.

 

Inadimplência acima dos 60 anos cresce

O número de pessoas acima de 61 anos com dívidas atrasadas era de 7,5 milhões em todo o País em julho deste ano, representando 12,7% do total de inadimplentes. Estudo realizado pela Serasa Experian mostra que este é o mesmo resultado do mês anterior, mas foi superior a maio, quando eram 7,4 milhões de idosos endividados.

 

Economistas da Serasa Experian avaliam que o resultado tem a ver com o crédito consignado, financiamento mais acessível aos aposentados em momentos de alta da inflação, aumento do desemprego, usado para suprir as contas da casa, ajudar familiares e amigos.

 

"O idoso faz o empréstimo com a intenção de ajudar, mas muitas vezes acaba descontrolando o pagamento de outras contas por ter recebido o benefício mensal reduzido com o desconto da parcela", diz, em nota, Luiz Rabi, economista da Serasa Experian. "Isso ocorre porque essa faixa etária é uma das que mais sofre com a alta de preços de remédios e plano de saúde, por exemplo", acrescenta.

 

Além disso, em momentos de crise, é comum que a renda dos aposentados seja utilizada por filhos e outros parentes para compor o orçamento familiar, lembra.

 

Mudanças na aposentadoria

A discussão sobre as mudanças na lei que rege a previdência social no Brasil tem despertado dúvidas, principalmente, em quem está perto de se aposentar. A possibilidade do tempo de contribuição ou idade ser aumentado com a reforma que está na pauta do governo federal tem trazido insegurança e alguns pensam em antecipar o pedido, mesmo que isso implique em receber menos.

 

O presidente da Comissão de Direito Previdenciário da Ordem dos Advogados do Brasil em Santa Catarina (OAB-SC), Thiago Martinelli Veiga, reforça o caráter especulativo da reforma observado até o momento e diz que a primeira análise a ser feita por quem está nessa situação é se o trabalhador já tem direito ao benefício com base na lei vigente.

 

O diretor do Instituto de Estudos Previdenciários (Ieprev), Luiz Felipe Pereira Veríssimo, diz que há somente duas situações em que antecipar é bom negócio: para aqueles que vão se aposentar com um salário mínimo e para quem tem idade avançada. 

 

“Na grande maioria dos casos, quando a pessoa se aposenta pelo fator previdenciário, antecipar costuma ser prejudicial. Caso seja instituída a idade mínima de 65 anos para homem e mulher, que tem tudo para ser a principal mudança, há dois detalhes: primeiro, isso não pode e não vai ser feito de forma repentina, tem que haver projeto de lei ou de emenda constitucional; segundo, o direito adquirido, defendido pelo próprio STF, protege quem já tinha direito a se aposentar”, explica Luiz.

 

Já para aqueles que vão completar a fórmula em até dois anos, período em que se espera a consolidação das mudanças, é preciso avaliar. Para evitar surpresas nesse momento, a recomendação do especialista é planejamento.