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Idoso merece respeito!

Olá amigos(as)...nesta semana trato de um assunto que me causa muita indignação. Como pode um ser humano aplicar qualquer tipo de violência contra um idoso(a)? Neste mês de junho o dia 15 marca o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa.

 

Idoso merece respeito!

Se existe até um dia especial em nosso calendário para lembrar da Violência contra a Pessoa Idosa, é porque coisa boa não estamos fazendo. Este tipo de assunto nem deveria existir. A data foi instituída em 2006, pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Rede Internacional de Prevenção à Violência à Pessoa Idosa.

 

Objetivo é criar uma consciência mundial, social e política da existência da violência contra a pessoa idosa, e, simultaneamente, disseminar a ideia de não aceitá-la como normal. Veja o ponto que chegamos enquanto seres humanos neste planeta Terra! Ter que criar data, Lei (Estatuto do Idoso - Lei Federal nº 10.741 de 1º de outubro de 2003), para garantir que uma violação, que nem deveria existir, não aconteça. Somos bárbaros em pele de iluminados. Isso é com as crianças, mulheres, negros, índios e por aí vai.

 

De 2011 a 2015, o Disque Direitos Humanos, coordenado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), recebeu cerca de 100 mil denúncias de violação de direitos da população idosa. A maior parte das denúncias diz respeito à negligência com os cuidados, seguido de violência psicológica e abuso financeiro. Hoje, dois idosos são agredidos a cada hora no Brasil. Existem mais de 20 milhões de pessoas idosas em nosso país.

 

Aqui em Santa Catarina, de janeiro a novembro de 2015, foram recebidas pelo Conselho Estadual do Idoso, através do Disque 100, 779 denúncias de 142 municípios. Destas, 587 foram por negligência, 387 de violência psicológica, 263 por abuso financeiro e patrimonial, 195 por violência física, 42 medidas protetivas aplicadas em decorrência de situações de violência e dois casos de violência sexual. Conforme a Secretaria municipal de Assistência Social, estes números, proporcionalmente, são registrados em nosso município também.

 

Mas o pior deste panorama é que a maioria das violências são cometidas pelos próprios familiares do idoso. Muitas vezes a vergonha impede que casos apareçam. Outras vezes a própria coação. Certa vez conversando com um idoso este me disse estar sem saber o que fazer, pois não teria como comprar seus remédios para o mês. Perguntei qual era o problema. Ele então disse que alguém (da família) tinha feito um empréstimo consignado na sua aposentadoria para pagar contas particulares. Mas este é um exemplo dos mais leves do que acontece por aí. O “malaco” continuou impune, graças a vergonha da vítima em denunciar.

 

Para fazer frente a esse problema Pinhalzinho conta com o Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa – CMDPI (3366-6675) e com o Centro de Referência Especializado em Assistência Social – CREAS (3366-6680), que também recebem denuncias. Órgãos garantem o anonimato do denunciante.

 

Como diz o escritor argentino Carlos Bernardo González Pecotche: “Havendo respeito há harmonia, pois isto evidencia uma elevação de espírito e uma compreensão muito ampla do que deve significar a convivência entre os semelhantes”.