Pinhalzinho

25º

14º

Maravilha

24º

13º

São Miguel do Oeste

24º

13º

Chapecó

24º

14º

Então está tudo bem?

Olá amigos(as)...É quarta-feira de cinzas! Depois da esbórnia moralmente insignificante que o país se esbaldou nos últimos dias é hora de juntar os cacos.

 

Então está tudo bem?

A título de informação, que as vezes faz muito bem, a Quarta-feira de Cinzas representa o primeiro dia da Quaresma no calendário gregoriano, podendo também ser designada por Dia das Cinzas e é uma data com especial significado para a comunidade cristã. A data é um símbolo do dever da conversão e da mudança de vida, para recordar a passageira fragilidade da vida humana, sujeita à morte. Coincide com o dia seguinte à terça-feira de Carnaval e é o primeiro dos 40 dias (Quaresma) entre ontem, terça-feira, e a sexta-feira (Santa) anterior ao domingo de Páscoa.

 

Mas para ser digno de dessa conversão a Fé, é interessante que o brasileiro precise se desvirtuar de toda e qualquer moralidade. Enfiando o pé-na-jaca a todo vapor ao som da música “metralhadora” da Banda Vingadora. Aliás, tive o desprazer de assistir ao clipe dessa “obra prima” para poder falar alguma coisa, já não se pode opinar daquilo que não conhece. Em cima de cenas de submissão misturada com motivos de guerra, criou-se uma atmosfera de violência. Violência que o Brasileiro está se acostumando a não se importar mais. Virou festa.

 

Nos últimos episódios de manifestações públicas e passeatas no país as polícias estão usando táticas de guerra urbana para conter os manifestantes, mesmo esses estando em atitude pacífica. O Batalhão de Choque da Polícia Militar de São Paulo recebeu no início deste mês seis caminhões blindados vindos de Israel. O veículo é conhecido como "Caveirão" no Rio de Janeiro. Em São Paulo, o governo deu o nome de "Guardião" ao equipamento. O custo total das seis unidades foi de R$ 30 milhões. Esses veículos estão preparados para coibir qualquer tipo de distúrbio da população. Estamos vivenciando a volta do “atira primeiro e pergunta depois”.

 

Mas voltando ao pós-carnaval...neste momento, mesmo com a cabeça latejando depois das dezenas de latas de cerveja e das “carretinhas de som”, tem muita gente começando a perceber que a dureza de 2016 está entrando para desfilar. Fato que atesta isso é que uma pesquisa feita pela consultoria Nielsen mostra que nas 20 categorias mais importantes em faturamento nos supermercados, como cerveja, refrigerante, industrializados de carne, leite, achocolatado, entre outras, aumentou em 60% a importância da embalagem econômica nas vendas.

 

A embalagem econômica é aquela que é maior, na qual o consumidor desembolsa mais num primeiro momento, mas o produto sai por um valor unitário menor. Segundo a mesma consultoria, que analisa permanentemente 240 produtos, também aumentou as vendas daqueles mais caros. Os produtos intermediários estão perdendo espaço. Produtos que a classe C ascendente já não consegue mais comprar.

 

O que isso quer dizer? Simples... devido ao agravamento da instabilidade econômica no país, está acontecendo uma “polarização” na compra de produtos, assim como na política, cujo tema já tratei dias atrás. A polarização das vendas de uma mesma categoria de produto foi batizada pelos especialistas de efeito “ampulheta” porque o crescimento ocorre nos extremos e os tamanhos intermediários perdem participação.

 

Resumindo: As classes sociais que sofrem menor impacto da crise continuam comprando os produtos mais caros enquanto a grande maioria dos brasileiros busca marcas mais baratas. É o povo buscando novamente dar o “seu jeito”. Mas não tem problema, porque agora é quaresma! Vou fazer jejum e não como carne por um dia! Então quer dizer que está tudo bem?