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Em busca da imagem perfeita

Em tempos de selfies e outras formas de autoexposição, em especial nas redes sociais, a preocupação exacerbada com a própria imagem parece cada vez mais presente. E o resultado disso se vê nos consultórios médicos. Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica revelam que o número de procedimentos estéticos aumentou 10% em 2014, no Brasil, o que significa aproximadamente 1 milhão de cirurgias plásticas realizadas. 

transtorno dismórfico corporal (TDC), também chamado de dismorfia, é um quadro no qual a pessoa se torna patologicamente preocupada com uma característica física imaginada ou pouco perceptível em sua aparência. Ele costuma ser associado ao transtorno obsessivo compulsivo (TOC), à ansiedade e à depressão e, nos casos mais graves, ao risco de suicídio.

“O limite é tênue, mas em certos casos, a diferença entre a maneira que o indivíduo vê o próprio corpo e a maneira como os outros o enxergam é muito distante”, observa a médica, pós-graduada em psicossomática psicanalítica pelo Instituto Sedes Sapientiae.

Segundo ela, na população em geral, 2% das pessoas apresentam o transtorno; entre pacientes dermatológicos 7% se enquadram no diagnóstico e quando consideramos os que buscam tratamentos cosméticos esse percentual chega a 14%, um índice considerado bastante alto.

Ela defende o atendimento multiprofissional para esses pacientes. Trabalhando na Universidade Justus Von Liebig, em Giessen, na Alemanha, ela acompanhou o tratamento de pessoas com o transtorno que recebiam atendimento diversificado: acompanhamento dermatológico e psiquiátrico, medicação para conter a obsessão, sessões de terapia de grupo e arteterapia. Ainda que seja difícil falar em cura definitiva, o acompanhamento focado na diminuição da percepção do suposto defeito pode trazer grande alívio ao paciente.

 

FONTE: REVISTA MENTE E CÉREBRO