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De volta às coisas simples

*Por Diogo Kopcheski Feronato

 

Olá amigos(as)...cumprimento a todos de uma forma especial nesta semana, pois não é mais tempo de deixar pra lá. Se pudesse abraçaria a todos vocês leitores neste momento. Precisamos de mais fraternidade, simplicidade. Começar por dentro, depois o que é de fora. Esse é o assunto de agora.

 

De volta às coisas simples

Vem se percebendo nos últimos anos um movimento de abandono dos grandes centros urbanos e de uma vida atolada em compromissos sociais fúteis por uma bela parcela de brasileiros. Abandono ao consumismo e em alguns casos até do próprio Capitalismo. Retomando o amor próprio, pelas criaturas, pela terra e seu cultivo sustentável.

 

Se você me pedisse para resumir em uma palavra, seria DESACELERAR. Pessoas que tomam a decisão de viver com pouco, desapegados do dinheiro e do poder, não devem ser taxados como loucos, pois é só mais um rótulo falso instituído pelos “falsos profetas da abundância”, que imprimem em nossas mentes a ideia errada do que é a felicidade. Felicidade não é ter, porque assim que se tem, se quer mais, e a felicidade será sempre uma meta a se alcançar. Esse é o alçapão do posso da desgraça pessoal...a perda da identidade real do ser humano.

 

Estou falando deste assunto porque o que se vê da economia capitalista de massa, há muita implantada mundo afora e também em nosso querido país, é a sua sistemática ruína. Estamos vendo e sentindo no bolso a sua corrosão. Não é novidade para ninguém que aquilo que você recebe em forma de notícias todos os dias nada mais passa de um circo armado para que nós riamos com o palhaço, tenhamos medo do leão, nos deslumbremos com o equilibrista e fiquemos hipnotizados com o mágico. Nada ali é real de verdade, a não ser a dor do leão por estar encarcerado e sendo chicoteado, a tristeza do palhaço por traz da pintura, o terror de altura do equilibrista e a doença do mágico em crer no ilusório; mas isso passa despercebido, que pena.

 

A cada dia o dinheiro vale menos, compra menos. Os alimentos industrializados diminuem seus pesos, os preços não. Seus ingredientes naturais são substituídos por sintéticos. O nosso direito de ir e vir depende quase que exclusivamente de quanto dinheiro temos para abastecer os veículos, comprar passagens, pagar diárias...e tire da cabeça que isso vai mudar, vai melhorar. O consumismo que consome as massas falidas e oprimidas pelo sistema vai acabar...hora ou outra vai. Já aconteceu na história do mundo e se repetirá, pois tudo é cíclico.

 

Um exercício para todos nós é criarmos uma estrutura em nossa vida e para família que possamos sustentar, sem precisar nos escravizarmos no trabalho. O luxo está no simples, pois sem grilhões podemos aproveitar mais essa maravilha de planeta.

 

Nos gabamos que o Brasil acabou com a escravidão mas continuamos a usar a frase “eu não sou pago para fazer isto” em tudo, até na caridade. Quanta inconsciência! Mas também a escravidão como antigamente, com correntes e grilhões ainda existe no país, basta procurar as notícias. Já disse o filósofo Jean-Jacques Rousseau: “A força fez os primeiros escravos, a covardia perpetuou-os”. Podemos aprender muito com os escravos. Mesmo numa vida de intenso sofrimento mantinham a fé inabalada em algo maior, sendo incorruptíveis em suas crenças na salvação da alma.

 

Todos os dias milhões de pessoas rezam “Pai nosso que estais no céu...dai-nos o pão de cada dia...”. Falta a compreensão que isso significa NÃO pedir todos os pães do mundo, mas só o necessário e merecido para cada dia.

 

Foto: Google Imagens