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Custo Brasil – alimentando o monstrinho

Olá amigos(as)...nesta semana trago para vocês um bom resumo do que é o chamado “Custo Brasil”. Todos já fizeram, em algum momento da vida, a seguinte pergunta: por que tudo é tão caro no Brasil?

 

Custo Brasil – alimentando o monstrinho

Entenda como a estrutura tributária do país, a falta de investimentos em infraestrutura, a burocracia excessiva, entre outras peculiaridades brasileiras interferem nos preços dos produtos.

 

Impostos em cascata

Impostos que incidem sobre um televisor, carro, computador, ou qualquer outro produto, já haviam incidido sobre os componentes usados na fabricação desses bens. Trata-se de imposto onerando imposto. O ICMS é ainda mais perverso, já que também entra na base de cálculo da Pis e da Cofins.

 

Encargos trabalhistas

Por causa dos encargos, um trabalhador que ganha um salário de R$ 1.000,00 na realidade custa R% 1.700,00 para o empregador, ou seja, 71,4% a mais que o salário pago pelo seu serviço.

 

Burocracia

Do faturamento das empresas, 1,5% é gasto com o cumprimento de obrigações acessórias. Têm-se 2.600 horas usadas anualmente pelas empresas para acertar as contas com o fisco. Cerca de 3.500 normas tributárias precisam ser seguidas pelas empresas.

 

Judicialização excessiva

1,7% do faturamento das empresas é gasto com ações judiciais. 83% dos processos judiciais no Brasil envolvem empresas. 43,2% dos empresários desconhecem a alternativa da conciliação. Tudo acaba na justiça, sejam ações trabalhistas, problemas com consumidores, fornecedores ou mesmo com o poder público. Esses gastos são repassados aos preços dos produtos que compramos.

 

Infraestrutura precária

11,7% das receitas das empresas são consumidas com gasto em logística. 61% das mercadorias são transportadas por rodovias. 57,3% das estradas brasileiras estão em péssimas condições, o que destrói os veículos e encarece o frete. Há uma superdependência do modal rodoviário, que nem sempre é o mais adequado aos tipos de cargas e destinos finais. Pasmem: somente em 2015, R$ 2 bilhões foi o prejuízo que empresas tiveram com o roubo de cargas no país!

 

Nas costas do consumidor

Atualmente, 60% dos tributos oneram diretamente o consumo. Da renda anual do brasileiro, 41% vão exclusivamente para pagar impostos.

 

Resumindo: os custos tributários e trabalhistas, os gastos com burocracia, logística e com a justiça são inevitavelmente incorporados aos preços dos produtos. No final somos nós consumidores que pagamos a conta de uma gestão falha há muitas décadas, que beneficia somente grupos distintos.

 

*Dados foram extraídos de relatórios: IBPT, NTC&Logística, CNT, CNJ, Banco Mundial, Amaral/Yasbeck Advogados e UHY.