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Coceira? Morro de medo!

Olá amigos(as)...nova semana e novos desafios.

 

Coceira? Morro de medo!

Neste início de 2016 minha vida se tornou um caos de preocupações. Talvez fosse o trabalho sem férias. Virou o ano e eu não senti. No entanto, as preocupações que tinha em 2015 não foram abafadas pelas “Promoções de Natal”, até porque tento dar valor a coisas menos materiais, apesar de ainda viver sob um sistema que cria consumistas.

 

Vagueio meio tonto pelas páginas de jornais, canais de TV e mais ainda pelos corredores da internet. Talvez a tontura seja de tanto perder sangue. É hora de comer um sanduíche. Mais de 47 decapitações ocorreram nestes últimos dias lá na Arábia Saudita. Aqui no Brasil “cortam” a cabeça de quem não gosta de Carnaval. Também de quem critica os erros de gerência e as desgraças ambientais que o lucro imprime.

 

Ligo o rádio, que costumava me distrair em tempos idos. Marco imediatamente uma consulta no cardiologista, pois uma arritmia inicia-se de pronto. É tanta imbecilidade e promiscuidade nas músicas que compreendemos de fato o tamanho da degradação da sociedade. E agora, nesta época desta festa infernal, ouvimos as músicas do momento. Uma enxurrada de lixo. Nas grandes capitais já está virando moda festas onde a nudez e o sexo estão liberados. Santa Catarina agora também ter surto de Sífilis, que novidade...

 

E tem o mosquito! Ahhh bichinho que assombra a todos nós! Agora veio turbinado, como os seios das rainhas de escola de samba. Não quer mais nos matar pela dengue somente. Trouxe em seu portfólio a febre Chikungunya e o vírus Zika. Pois neste mundo globalizado não basta ter apenas uma especialidade. Pior de tudo é que fomos nós mesmos que pagamos sua capacitação. Durante anos estivemos negligentes quanto ao combate dos criadouros, jogando lixo em qualquer lugar e de qualquer maneira.

 

A OMS (Organização Mundial da Saude) declarou estado global de alerta para o Zika. Vacina só daqui a 10 anos. Nem quero, até lá, se não morrer, já criei imunidade. Mas vocês sabiam que o Zika foi identificado em humanos em 1950. Mas só é lucrativo ter uma vacina quando milhões precisam dela, não é? No “carnaval da epidemia” o “bloco do Zika” só é aprovado com milhões de integrantes.

 

Agora desenvolvemos a doença do medo. Se ouço um zumbido já entro em estado de guerra. Munido com meu repelente saio gastando munição! Nem me dou conta se intoxico meu gato. São os ônus da batalha. Queremos providências! Mas enquanto estávamos surdos e cegos para o problema que era pequeno, mas mortal, nada fizemos.

 

Parei um pouco e pensei: hoje em dia temos no Brasil insegurança alimentar, insegurança patrimonial, insegurança pública, insegurança econômica, insegurança política, insegurança emocional, insegurança ambiental, insegurança trabalhista e justiça lenta...e agora tem um mosquito que quer nos matar! Se vivesse num filme de ficção dos anos 80, onde o monstro não morre nem com tiro na testa, vá lá. Mas é 2016, estamos no auge da tecnologia. O homem querendo colonizar outros planetas. Temos remédio para tudo, até para o que não é doença. Primeiro transplante de cabeça será em 2017. Os robôs estão chegando!

 

E a população mundial morrendo de fome, de febre, de frio, de calor, de esperar, de tristeza...a tiro, facada, martelada, esganada, asfixiada, esquecida dentro de veículos, queimada, em rituais...por nada. Neste jogo de ligar os pontos ainda não achei a figura.