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Brasil depois do carnaval

Olá amigos(as)...cumprimentando-vos cordialmente quero hoje falar sobre meu olhar para 2016 na questão econômica.

 

Lá fora

Há poucos dias o Royal Bank os Scotland (RBS), que é britânico e um dos 20 maiores bancos do mundo, advertiu seus clientes para que eles se preparassem para um “ano catastrófico” na economia global. O chefe do crédito do RBS, Andrews Roberts, prevê que Wall Street e as bolsas europeias percam entre 10% e 20% e que os preços do petróleo Brent continuem caindo, além da previsão de retração da economia americana e a estagnação da China. Talvez, neste contexto, muitos bilionários espertos aproveitarão o desespero da manada para arrecadar ações a preço baixo para lucrar no médio prazo. Crises são criadas para que poucos lucrem e muitos paguem por esse lucro. Será também ano de eleições nos Estados Unidos, mais um evento que vai mexer com os nervos das bolsas de valores pelo mundo. Argentina anunciou que fechou 2015 com inflação de 30%.

 

Aqui dentro

Puxando a enxada mais perto de nossos pés. Na semana passada, durante abertura do CDA Alfa em Chapecó - evento do agronegócio, Marcos Antônio Zordan (Pres. da Organização das Cooperativas do Estado), José Zeferino Pedrozo (Pres. da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado) e Mário Lanznaster (Pres. da Coopercentral Aurora Alimentos), entregaram documento ao Governador Raimundo Colombo para que este o encaminhasse ao Governo Federal. No texto eles abordam a questão da alta no preço do milho (de R$ 27 para R$ 42 reais em 90 dias) e o impacto na cadeia produtiva de suínos e aves. Há temor de desemprego nas agroindústrias, criadores endividados e falências; além da alta no preço das carnes. Vide crise igual que aconteceu em 2011.

 

Política

Intimamente ligados, os setores econômicos e a política seguirão em queda de braço neste ano como foi em 2015. Nossa Presidenta, acredito, seguirá no poder, pois o tal de impeachment vai “dar em nada”. Mas também não haverá “consenso” político como na era Lula. Haverá é maior polarização, ou se é contra ou a favor do governo.  E segundo o sociólogo Ruy Braga, para manter a “roda girando”, o governo vai buscar se alinhar com as demandas dos capitalistas. Já começou, nomeando para o Ministério da Fazenda o ultraliberal Nelson Barbosa. A CPMF está voltando, a energia elétrica aumentou novamente e os ovos de páscoa estarão até 10% mais caros e menores em tamanho.

 

Sobrou até para o Carnaval

É só procurar por Carnaval 2016 no Google que vocês vão ver quantas cidades brasileiras cancelaram seus tradicionais carnavais em razão da crise – muitas. Se desde a Roma antiga a estratégia que nunca saiu de moda foi a do “pão e circo”, parece que agora o palhaço fez as malas e “deu de ombros”. Uma coisa é certa, passado o Carnaval veremos a verdadeira face de 2016.

 

Adiantamentos

Alguns setores nem esperaram o Carnaval para dar anúncios importantes. O setor automobilístico é um deles. Mesmo com a queda crescente nas vendas de veículos novos, a Ford já anunciou que aumentará, em média, cerca de R$ 4.500,00 no preço de seus veículos. Montadoras não conseguem mais segurar a pressão da alta do Dólar. Outra percentagem que vem crescendo é a do endividamento das famílias, que segundo anúncio do Banco Central, chegou aos 46,3% nos últimos 12 meses, maior em 10 anos. Saia na rua e veja quantos carros e imóveis estão com uma placa de VENDE-SE. Uma nova bolha imobiliária está se formando. A construção civil fechou 2015 em queda e segundo a CNI (Confederação Nacional da Indústria) a situação continuará negativa nos próximos seis meses. A crise no setor de petróleo no Brasil já está causando uma onda de demissões. Somente a cidade de Maragogipe, na Bahia, perdeu 3.588 vagas formais de emprego. Quem tem olhos vê!