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Black Friday: que venha logo o fim do mundo!

Olá amigos(as)...mais um final de ano bate a nossa porta e novamente surge a famigerada mídia brasileira copiando “a lá Paraguai” a dita Black Friday (sexta-feira de promoções). A começar que no Brasil não se respeita um dia só. A Black Friday já virou Cyber Monday e por aí vai. Fora que os preços, raras exceções, não baixam quase nada.

 

Black Friday: que venha logo o fim do mundo!

Começo dizendo que no futuro, espero que os sociólogos não desenvolvam estudos dos humanos do passado analisando seus comportamentos nessas promoções de final de ano. Imagina que belo retrato. Vamos falar da dita Black Friday.

 

Você acha que está com aquele vazio difícil de preencher ou ficando “transparente'' para seus amigos e colegas? Pensa que a solução é adquirir um produto e, através dele, o pacote simbólico de cura e inserção que traz consigo? Acredita que precisa dar um presente para alguém a fim de provar que ama? Objetos de desejo coletivo são realmente úteis para você? Ou só está procurando um estilo de vida pré-fabricado para ser encaixar pois trabalha tanto que não consegue construir o seu próprio? Quanto tempo depois de uma compra impulsiva você percebe que aquilo não lhe trouxe felicidade? E quanto tempo levou até a culpa te consumir por dentro?

 

Montar uma pipa com papel de seda, organizar um piquenique no parque, ir a algumas exposições bem legais, pegar emprestado um bom livro, abraçar seu filho ou filha e, é claro, ir à praia, ou na beira de um rio, se ele não tiver sido consumido pela lama da Vale tornando a vida insustentável, não custam quase nada. Mas são tão grandes que não cabem em caixas de papelão, não podem ser embrulhadas com papel de presente ou mesmo entregues por serviço de encomendas expressas.

 

A Divina Comédia

A cada dia que passa vejo a sociedade brasileira corroendo-se em pensamentos e ações dantescas. Como pintada na Divina Comédia de Dante Alighieri, onde o autor narra uma odisseia passando pelo Inferno, Purgatório e Paraíso, tenho absoluta certeza de que hoje estamos na etapa do Purgatório, já que o Inferno nós humanos já construímos na Terra desde muito tempo. Olhe ao seu redor...será que está tudo bem? Está preparado para ver sua estabilidade/comodidade escorrer pelos dedos? Pois é no Purgatório que devemos “pagar” pelos erros cometidos.

 

Pergunta-me então: você não é tão pessimista assim, já que depois do Purgatório vem o Paraíso? Seu fosse responder de forma simples, a resposta seria sim. Aqui a diferença está no fato de que o Paraíso é para poucos, os arrependidos de verdade. Realmente não sou pessimista, sou realista. A diferença é que a minha realidade pode parecer desconfortável para muitos. Mas como estudioso informal da comunicação, da política, da economia, do social e das religiões, observo que em todas essas áreas e em muitas outras, parece estar instaurado um processo de “Purga”, onde tudo se polarizou. Ou você aceita o sistema, ou está fora dele: expurgado.

 

Um dos mais famosos expurgos da História foi o chamado “Período do Terror”, vigente na França após a Revolução de 1792. Na ocasião, o expurgo, simbolizado pelo uso intensivo da guilhotina para execução, atingiu centenas de nobres, aristocratas, burgueses e também cidadãos comuns que discordavam da violência estatal. A guilhotina para nós já está erguida. Que venha logo o fim do mundo!