Pinhalzinho

33º

24º

Maravilha

32º

26º

São Miguel do Oeste

32º

26º

Chapecó

32º

24º

As abelhas estão sumindo!

Olá amigos(as)...nesta semana o assunto mudo um pouco de foco. Estamos praticamente paralisados no assunto da crise política e econômica nacional. Esquecemos que existem muitas outras coisas para se preocupar. Algumas que nem damos conta. Caso da progressiva mortandade das abelhas em todo o planeta.

 

As abelhas estão sumindo!

Um inseto pequenino, mas de extrema importância para a natureza, está sumindo do mapa. As abelhas responsáveis pela polinização das flores e por fazer crescer os frutos que a gente usa como alimentos estão morrendo em velocidade assustadora. Pesquisadores começaram um mapeamento no campo para identificar o que está causando o problema. Agrotóxico é a suspeita número um dos especialistas.

 

Nos Estados Unidos, em um estudo inédito publicado na revista PLoS ONE, os cientistas da Universidade de Maryland e do Departamento de Agricultura dos EUA identificaram um caldeirão de pesticidas e fungicidas contaminando o pólen recolhido pelas abelhas para alimentarem suas colmeias. Cientistas já descobriram 21 agrotóxicos em uma única amostra de pólen. Este envenenamento leva as abelhas a ficarem suscetíveis a um parasita chamado Nosema ceranae, que causa o colapso das colônias.

 

Ameaças biológicas, como o Ácaro Varroa estão matando colônias diretamente e fazendo se propagar doenças mortais. Outro fator é o grande surgimento de fazendas com plantações tipo monocultura, calcadas na venda mundial de commodities como o trigo e o milho - plantas que fornecem pouco pólen para as abelhas obreiras - assim, as abelhas estão literalmente morrendo de fome.

 

O que aconteceria com a extinção

Sem abelhas, a cadeia alimentar teria obrigatoriamente de mudar, já que setenta por cento dos produtos frutícolas e hortícolas que a humanidade consome precisam das abelhas para o processo de polinização. As frutas seriam as primeiras a desaparecer. Depois, nas hortícolas, a extinção seria quase total. Sobreviveriam os cereais, cuja maior parte da polinização é feita pelo vento. Os legumes, esses, estariam condenados.

 

Como disse Albert Einstein: “Quando as abelhas desaparecerem da face da Terra, o homem tem apenas quatro anos de vida”.

 

O desaparecimento das frutas, dos legumes e das flores silvestres daria cabo de aves e herbívoros. Consequentemente, os carnívoros não teriam o que caçar e a humanidade perderia a maior parte dos seus recursos alimentares. O cenário traçado por Einstein pode parecer catastrófico à primeira vista, mas tem a sua razão de ser. As abelhas não estão só lutando pela sua sobrevivência. Estão também lutando pela nossa.

 

Aqui em Pinhalzinho

Em nosso município, o Poder Público, junto com o Sindicato dos Produtores Rurais, em parceria com o SEBRAE e SENAR, estão desenvolvendo um projeto piloto com dez agricultores/apicultores para potencializar a produção de mel com o crescimento dos apiários e das colônias de abelhas. Nosso município tem potencial para produzir até 40 quilos de mel/ano por caixa de abelhas, sendo que hoje a produção está em apenas 15 quilos. Conversei com o técnico Neuri Riboli, que ficará acompanhado os apicultores durante 12 meses, e percebi nele a grande preocupação em salvar as colônias de abelhas, que já foram muito maiores em nossa região. Ele explica que, através de um cenário economicamente atrativo para essa cultura, pode-se iniciar um processo de manutenção e expansão do número de abelhas. É utilizar o fator econômico para garantir a manutenção da espécie, pelo menos de início.