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Acreditar em algo maior é o único conforto

Olá amigos(as)...Quanta tristeza e surpresa ao acordar na manhã desta terça-feira (20/11/2016). Mais uma tragédia que abala nosso querido Oeste Catarinense

 

Acreditar em algo maior é o único conforto

A mente tenta aceitar, cair na “real” mesmo, mas não consegue. É como estar em torpor. Olhamos para os lados, conversamos sobre os detalhes, mas parece mentira. Como pode uma coisa dessas acontecer? Logo agora?

 

Nosso povo do oeste nunca foi de grandes festas ou comemorações, nossos ídolos são nossos pais. Nosso costume é baixar a cabeça e trabalhar. Mas nos últimos tempos a Chapecoense trouxe um propósito diferente, adicional, para a vida de todos aqui dessa região.

 

Começamos a nos sentir parte de um Estado, de um país que sequer dignava-se saber onde era o Oeste, quem éramos nós, que tipo de coração batia em nosso peito. A Chape nos fazia importantes, visíveis, como nunca antes.

 

As conversas de futebol já não eram sobre Grêmio e Inter, mas sobre aquele grupo humilde, lutador, com objetivo, obstinado, desligado das luxúrias do futebol nacional e ligadíssimo com a sua torcida.

 

Como disse meu amigo Rodrigo Vicenzi Casarin no Facebook: “Particularmente, trabalhei três anos nesse clube, e vi sua ascensão e seu crescimento assustador. Vi também todas essas pessoas que estavam no avião crescendo com o clube e horando nossa cultura oestina; de trabalhar arduamente, de arremangar as mangas, fazer as coisas com os pés no chão, gerir processos em cada nível corretamente e nunca desistir”.

 

Starway to Heaven. Vimos a Chapecoense crescendo, passo a passo, numa caminhada muito bonita. Entrou na série D, subiu para a série C, depois para a série B. Finalmente alcançou a série A, onde se encontra há quatro temporadas. Agora, final da Copa Sul-Americana. A escada para o céu findou seus degraus. Eles já estão lá!

 

O Atlético Nacional pediu a Conmebol que o título da Copa Sul Americana vá para a Chapecoense. Um ato nobre e de grande sensibilidade. Já a CBF sugeriu a Conmebol que o título seja dividido estre as duas equipes. Poderia ter ficado quieta.

 

A Chapecoense deixou um legado, uma cultura e uma filosofia com raízes claras. Nossa região se identifica de corpo e alma. Não pode haver desistência. A reconstrução do clube é necessária para todos nós.

 

Na luz de Vitorino Condá, líder do povo indígena “Kaingang” que habitou a região, o espírito do Índio Guerreiro não morrerá. Avante Verdão!

 

Ficam os sentimentos a todas as famílias.

 

Depois da tragédia na BR 282 em São Miguel do Oeste (2007), onde faleceu a colega jornalista Elisandra Lucotti, não achei que aconteceria novamente. Mas cá estou, lamentando a passagem de mais um colega de curso: Cleberson Silva. Além dos demais profissionais da imprensa que também se foram.

 

Acreditar em algo maior é o único conforto.