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A máscara do corrupto

Olá amigos(as)...nesta semana compartilho com vocês trecho do livro “O nome de Deus é Misericórdia”, escrito pelo jornalista italiano Andrea Tornielli, após entrevista com o Papa Francisco. No trecho Francisco fala sobre como age um corrupto.

 

A máscara do corrupto - Deixo claro aqui que não se trata de concordar com todas as ideias do Papa, nem que li o dito livro, mas mostrar que esse trecho em questão foi destacado pela imprensa internacional pela eficiência na descrição do estado de corrupção ao qual a humanidade sucumbe atualmente e que concordo plenamente.

 

O Papa com a palavra: “A corrupção não é um ato, mas uma condição, um estado pessoal e social, no qual a pessoa se habitua a viver. O corrupto está tão fechado e satisfeito em alimentar a sua autossuficiência que não se deixa questionar por nada nem por ninguém. Construiu uma autoestima que se baseia em atitudes fraudulentas: passa a vida buscando os atalhos do oportunismo, ao preço de sua própria dignidade e da dignidade dos outros. O corrupto tem sempre a cara de quem diz: “Não fui eu!” Aquele que minha avó chamava “cara de santinho”.

 

O corrupto é aquele que se indigna porque lhe roubam a carteira e se lamenta pela falta de policiais nas ruas, mas depois engana o Estado, sonegando impostos, e talvez demita os empregados a cada três meses para evitar contratá-los por tempo indeterminado, ou então possui trabalhadores não registrados. E depois conta vantagem de tudo isso diante dos amigos. É aquele que talvez vá à missa todo domingo, mas não vê nenhum problema em aproveitar a sua posição de poder, para exigir o pagamento de propinas.

 

A corrupção faz perder o pudor que protege a verdade, a bondade, a beleza. O corrupto muitas vezes não se dá conta do seu estado, do mesmo modo que quem tem mau hálito e não se dá conta. E não é fácil para o corrupto sair dessa condição por um remorso interior. Geralmente, o Senhor o salva por meio das grandes provas da vida, situações que não pode evitar e que destroem a máscara construída pouco a pouco, permitindo assim à graça de Deus entrar.”

 

Animo-me a perguntar ao distinto leitor, depois de visto o texto acima, se não lhe ocorreu, como aconteceu comigo, identificar, na descrição feita pelo Papa Francisco sobre o comportamento habitual de muita gente na vida mundana, certos personagens com os quais esbarramos frequentemente em situações rotineiras da convivência comunitária?