Pinhalzinho

31º

19º

Maravilha

29º

19º

São Miguel do Oeste

29º

19º

Chapecó

30º

18º

Valdir Sachet (Um centromédio bom de bola)

      Valdir Sachet é natural de São Valentin Rio Grande do Sul. Nasceu em 10 de abril de 1936, filho de Guilherme e Ermínia Sachet. A história de Valdir Sachet com o futebol começou na infância, quando ele ainda morava na roça, e brincava com a bola em volta da casa. A bola era artesanal feita com palha. Depois começou a jogar com bola de borracha, até que ele e os amigos compraram uma bola número 1. (Detalhe: As bolas tinham uma abertura por onde se colocava a câmera de ar, e com um bomba enchia-se a câmera, depois se costurava a abertura da bola, que ficava meia oval, mas se jogava assim mesmo). Naquela época, feliz da gurizada que tinham uma bola de couro, a maioria tinham bolas artesanais! Das brincadeiras em volta da casa, ele foi jogar no campo da comunidade e as 12 anos Valdir chega ao segundo quadro do time do Esporte Clube Caramuru do Distrito de São Valentim que foi emancipado em 1959, antes era Distrito de Erechim. Com 15 anos o centromédio (primeiro volante) Valdir Sachet recebeu a camisa da equipe principal. Ainda muito jovem ele teve a oportunidade de jogar no Atlântico de Erechim, naquela época não se ganhava dinheiro para jogar futebol, e ele precisava ajudar o pai nos afazeres da roça, e seu Guilherme não permitiu que ele continuasse jogando no Atlântico. Quando chegou o período de servir o Exército, ele foi para a cidade de Alegrete no Rio Grande, e lá ele jogava no time do Exército, e chegou a jogar algumas partidas no Guarani de Alegrete que foi vice-campeão estadual por duas vezes em 1922 e em 1931.

      Valdir relata que quando veio para Santa Catarina primeiro ele morou em Nova Erechim, onde jogou no Juvenil Esporte Clube. Por ser bom de bola, foi convidado junto com o saudoso Carlinhos Moratelli para vir jogar em Pinhalzinho, e aos domingos os dois amigos vinham jogar para o Esporte Clube Esperança. Até que em 1961 ele resolveu vir morar na Capital da Amizade. No Esporte Clube Esperança, Valdir foi uma espécie de faz tudo, era o capitão do time, era ele que escalava o time, uma espécie de treinador. Todos os finais de semana a equipe tinha jogo, jogavam no interior ou nas cidades vizinhas, os jogos podiam ser amistosos ou torneios, e diz que o caminhão saia lotado de jogadores e torcedores. Quando o jogo era em Pinhalzinho, o entorno do campo ficava lotado de torcedores, o campo ficava onde hoje está localizada a Praça Central (a foto em destaque foi tirada no campo da praça em 1962 ). Nos torneios, quando os jogos terminavam empatados, Valdir era o cobrador oficial de pênaltis. Além do Esporte Clube Esperança (o primeiro time de Pinhalzinho), ele também jogou no XV de Novembro de Saudades, Grêmio Recreativo Pinhalense, Internacional de Pinhalzinho e algumas partidas na Associação Pinhalense.  Ele diz que adorava jogar nos campos de terra, preferia o campo de terra ao campo gramado.      

      Valdir Sachet é de uma época em que as chuteiras eram feitas artesanalmente por sapateiros, pregadas com tachinhas, ou pregos (não tinha cola). Diz que se jogava por amor a camisa, por amizade e que o dinheiro estragou o futebol.

Nomes na foto:                                                                                                                                                 

Em pé: Carvalho Bertoti da Silva (em memória), Valdir Sachet, João, Ello Schwertz, Anselmo da Cunha, Telite da Silva, Lori da Silva (em memória) e Padre Scharff (em memória).                                                                          

Agachados: Lauro Utizg, Idacir Grando, Osvaldo kerchkoff, Vasco Heinen e Ido Dreyer.