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Retrospectiva: O ano de arrancadas da Chapecoense e duelo com o River

O Verdão do Oeste inicia competições com o pé direito, mas sofre quedas. Na Série A, obtém permanência com tranquilidade e chama atenção na Sul-Americana; Relembre:

Para a Chapecoense, o ano de 2015 começou organizado. Depois de anunciar o nome do técnico Vinícius Eutrópio, em dezembro do ano anterior, o clube foi ao mercado em busca de reforços para a nova temporada. Com o auxílio do treinador, o departamento de futebol alviverde encaminhou bem o grupo até o dia da apresentação oficial da equipe.

O clube verde fez bonito na primeira fase do Campeonato Catarinense e se credenciou como um dos favoritos ao título. Só que o rendimento não foi mantido na segunda fase do torneio. O grupo terminou em terceiro lugar no hexagonal semifinal e ficou fora da decisão estadual. Na Copa do Brasil o sonho era passar pela segunda fase. Esteve perto da meta, mas não conseguiu.

Restaram a luta pela permanência na Série A e disputa da Sul-Americana. No Campeonato Brasileiro, o Verdão do Oeste foi muito bem no primeiro turno, mas entrou em crise no returno e chegou a ficar duas rodadas da zona do rebaixamento. Em meio à primeira disputa internacional, o clube voltou a crescer no campeonato nacional. Além disso, chamou atenção na Sul-Americana, ao encarar o River Plate e quase passar para a semifinal. No Brasileiro, obteve com antecedência a presença na primeira divisão.

 

ARRANCADA E QUEDA NO ESTADUAL

Com boa preparação na pré-temporada e um sistema tático definido por Eutrópio desde os primeiros treinos, o Verdão do Oeste empolgou a torcida nos primeiros jogos do Campeonato Catarinense. Explorando a velocidade nas pontas, a equipe mostrou um bom volume de jogo e estreou no estadual com goleada: 5 a 0 diante do Inter de Lages.  

Emendou mais três vitórias na sequência. Na quinta rodada do Catarinense, no entanto, caiu para o Figueirense, que se tornou o seu principal algoz no ano. Depois do primeiro revés, o time empatou com o Metropolitano, mas voltou a vencer na reta final da primeira fase e terminou na liderança da competição.

Na parte mais quente do Catarinense, a Chape não conseguiu o mesmo aproveitamento. Iniciou o hexagonal semifinal com empate diante do Criciúma. Mas os empates e derrotas diante de Joinville e Figueirense foram cruciais para a eliminação do time do Oeste catarinense. E a derrota para o Inter de Lages, na oitava rodada, decretou o fim do sonho de chegar à final.

 

COPA DO BRASIL

Havia um objetivo para a Copa do Brasil. Ao menos passar da segunda fase. Algo que nunca ocorreu na existência do clube. No primeiro duelo, diante do Interporto, o Verdão foi com time reserva e passou com facilidade. Fez 5 a 2.

Na fase posterior, a segunda, os alviverdes encararam o Sport e abriram uma boa vantagem no primeiro confronto. Na Arena Condá, a equipe mandante venceu por 2 a 0. A vaga parecia encaminhada, mas o time sucumbiu ao Leão na Ilha do Retiro. O time pernambucano devolveu o 2 a 0 e conseguiu a classificação nos pênaltis.

 

Brasileirão: 1º TURNO

Foi com uma grande arrancada que a Chapecoense iniciou o Campeonato Brasileiro. No segundo ano seguido na primeira divisão, o clube catarinense já parecia um dos “grandes”. Deixou de ser a "caçula" da elite nacional e mostrou isso no primeiro turno. Conquistou 28 pontos nas primeiras 19 rodadas e terminou a primeira metade da disputa nacional na nona colocação.

A Arena Condá foi muito importante para o Verdão no turno do Brasileiro. Em casa, o time venceu sete jogos, empatou dois e teve apenas uma derrota na primeira parte da competição nacional. Um aproveitamento de 76,6%. 

O tuno começou com vitória sobre o Coritiba, de virada, pelo placar de 2 a 1. Depois, o grupo de Eutrópio bateu o Santos e o Joinville na Arena. Na sequência, perdeu para o São Paulo em Chapecó. Terminou o turno com vitória diante do vice-líder Atlético-MG, que teve um belo gol do lateral-direito Apodi, o cara da Chape em 2015.

 

CRISE E TROCA DE COMANDO

Só que o returno foi o oposto. Sem vencer nas primeiras rodadas da segunda metade do Brasileiro, a equipe alviverde viu a “gordura” obtida ser queimada. Rodada a rodada. Foram nove jogos sem vencer na disputa nacional. Diante da crise, a diretoria resolveu mudar o comando técnico. Demitiu Eutrópio e acertou a chegada de Guto Ferreira. O novo técnico sofreu para acertar o time, que ficou duas rodadas na zona do rebaixamento sob o seu comando. 

Na base da conversa e com pouco tempo, Guto conseguiu fazer o grupo reagir no Brasileirão. Tudo mudou a partir da goleada de 5 a 1 diante do Palmeiras, em casa. Ali terminou o jejum de vitórias e foi o marco para um novo momento do Verdão na Série A de 2015.

  

QUE VENHA O RIVER

Às vezes, jogar duas competições simultâneas significa desgaste e perda de foco para o clube. Na Chapecoense de 2015 isso foi totalmente diferente. A disputa da Sul-Americana empolgou a torcida e melhorou o desempenho do time no Brasileirão. Torcedores e time entraram em sintonia após a vitória nos pênaltis sobre o Libertad, do Paraguai. Na Arena Condá, o adversário abriu 1 a 0 e se classificava com o placar. O Verdão empatou e levou a decisão da vaga para as quartas de final para as penalidades. Triunfo e muita comemoração

Antes de enfrentar o Libertad, a Chape havia passado pela Ponte Preta. Nas quartas de final da Sul-Americana, o clube do Oeste encarou o River Plate, campeão da Libertadores na atual temporada. Em Buenos Aires, vitória dos argentinos por 3 a 1. Em Chapecó, triunfo dos alviverdes por 2 a 1, com direito a bola na trave e pressão no final. Apesar da eliminação, o torcedor deixou a Arena satisfeito com a atuação do time e com o gostinho de que poderia ter passado pelo River. 

 

PERMANÊNCIA COM ANTECEDÊNCIA

Com a eliminação da Sul-Americana, o foco foi totalmente para o Brasileirão. Embalada com o bom momento, a Chapecoense chegou à sequência de oito partidas sem perder. Maior invencibilidade do clube verde e branco na Série A. Dessa forma, não foi difícil garantir a permanência por mais um ano na elite do futebol brasileiro. Fora de casa, o Verdão venceu o Grêmio por 3 a 2, de virada, depois de sofrer 2 a 0. Na sequência, empatou com Avaí e Atlético-PR, mas venceu o Fluminense no Maracanã. O placar no Rio deixou o time em uma situação confortável.  

Na reta final do Brasileiro, bateu o Inter por 1 a 0 na Arena Condá. Com o resultado, o clube confirmou lugar na primeira divisão em 2016. E ainda havia três rodadas para disputar. Com a principal meta do ano atingida, o da permanência na elite, o clube estipulou um novo objetivo. Ficar em 12º lugar e ter presença garantida na Sul-Americana do ano seguinte. Além disso, precisava terminar em boa colocação para disputar a Primeira Liga. Mas o rendimento caiu nas três últimas rodadas – apenas um ponto obtido de nove disputados. 

Depois de um ano cheio de altos e baixos, o clube decidiu pela renovação do contrato do técnico Guto Ferreira. Nas negociações no fim do ano, o departamento de futebol procurou manter uma base da equipe de 2015. Até o momento, conseguiu ficar com 18 jogadores da atual temporada para 2016.

 

Fonte: globo.com