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O drama vivido por Joacir Luiz Magni (Joa)

Na última edição publicamos a história do Joacir Luiz Magni (Joa) no esporte, falamos das conquistas. Hoje vamos falar do drama vivido por Joa, que estava feliz ao lado da sua família, esposa Micheli, dos filhos Yuri,Yago e demais familiares. Até que no final do ano de 2015 começou a sentir dores no joelho direito, as dores foi aumentando, ele foi ao município de Cunhataí a procura de uma massagista (popularmente conhecido por arrumador de osso), que foi indicado por um familiar. No inicio deste ano as dores aumentavam a cada dia, dificultando a fazer o que ele mais gostava, que era jogar futebol. Ainda jogou com muita dificuldade (mancando) um jogo do campeonato municipal de futebol suíço 2016, na Linha Volta Grande, e jogou um jogo do campeonato municipal de futebol de campo, para a equipe da Linha Jesuíta Alta em Sul Brasil. As dores estavam insuportáveis, os amigos o indicaram outro massagista, que atende no município de Serra Alta (Iradi Tauffer) que o atendeu, e o aconselhou a procurar um fisioterapeuta ou um médico. As dores só aumentavam, e Joa resolveu procurar o médico ortopedista, Dr. Benhur Carlo Dassoler, que pediu uma ressonância. Quando ele retornou ao médico com a ressonância, Dr. Benhur constatou que existia um tumor de 11 centímetros no fêmur e o aconselhou a procurar uma especialista em sarcoma ósseo, lhe deu o número do telefone de um médico especialista em Passo Fundo. (Tentei contato por telefone com o Dr. Benhur, não obtive sucesso, procurei o Dr. Cristhian Fiorini pessoalmente que gentilmente nos atendeu, e falou que este tipo de câncer nos ossos é relativamente raro e seus sintomas são de dores fortes e o aumento de volume do local). Quando o médico o deu a notícia, o chão fugiu dos pés, chegando a loja, ele conversou com a esposa Micheli, o baque foi grande, mas a esperança, era que fosse o tipo de câncer benigno. O especialista de Passo Fundo o atenderia particular, mas o Dr. Benhur também fez a papelada para que ele pudesse encaminhar através do SUS. Joa foi a secretaria da saúde de Pinhalzinho, e foi informado que teria que esperar uns dias para ser encaminhado a um especialista, foi aí que entrou em ação o vereador Remi Sulzbacher  que ligou para o Joa, e pediu para que ele voltasse a secretaria da saúde, junto com o vereador e com os exames em mãos, conversaram com a secretária Aida da Silva. Vendo que o caso era de emergência o encaminharam ao Cepon de Florianópolis. No Cepon após os exames foi constatado que o câncer era maligno, e muito agressivo, e que precisava amputar a perna. A notícia soou aos seus ouvidos como uma bomba, sabendo que não poderia mais jogar futebol, algo que adorava fazer desde a infância. Um anjo da guarda apareceu em sua vida, a tia Noeli, deixou todos os afazeres no estado do Mato Grosso e veio para Florianópolis cuidar do Joa, já que a esposa Micheli precisava  cuidar da loja da família. No mês de junho foi amputada a perna direita do Joacir, que pensou em muitas coisas, entre eles, que a sua vida tinha acabado, mas com o apoio dos amigos e dos familiares, o guerreiro Joa segue fazendo o tratamento com fortes doses de quimioterapia.

        Joacir Luiz Magni perdeu a perna, mas não perdeu a esperança em dias melhores, segue lutando pela vida, sabe das dificuldades que terá pela frente, é forte, guerreiro, não desiste, vai seguir lutando. Quem sabe um dia, uma luz ilumina a cabeça dos políticos municipais, e vejam as pessoas especiais com mais atenção, quem sabe essas pessoas, assim como o Jao, gostariam de praticar algum esporte paraolímpico. Joacir encerrou a entrevista com a seguinte mensagem: “Não importa o quanto agente apanha, o que importa é o quanto agente aguenta apanhar”.  

Saudações Santista, e até a próxima matéria!