Pinhalzinho

31º

19º

Maravilha

29º

19º

São Miguel do Oeste

29º

19º

Chapecó

30º

18º

Não basta sermos pais, temos que participar

            “É de extrema importância acompanhar seu filho nos momentos de alegria e tristezas, pois é um amor muito grande, amor incondicional”. A frase é de Giselda Schneider mão de Pablo jogador da equipe sub 11 da Adesp Futsal de Pinhalzinho. O casal Marcos e Giselda Schneider entrou de cabeça no sonho do Pablo em ser um jogador de futebol, “colocamos sempre os pés no chão, pois ser um jogador de sucesso é muito difícil, pois tem muita gente boa de bola, mas ele não desiste com apenas 11 anos é tão maduro nesse assunto que chega a nos impressionar. A gente fala filho é um em um milhão que da certo, mas ele consciente me respondeu: Mãe para Deus nada é impossível e eu vou conseguir um dia ser um grande jogador. Diante disso me calei e comecei a sonhar com ele”. O futuro dirá se isso vai acontecer, mas se o sonho não se realizar pelo menos, nós demos apoio necessário, diz Giselda.                         O esporte nos une em relação a amizade com os outros pais e se torna uma grande família a gente sofre junto com o gol que não sai e vibra quando a bola entra, mas perdendo ou ganhando o importante é participar. Em seu depoimento o casal Marcos e Giselda diz “Somos privilegiados em morar em um município (Pinhalzinho) que investe na cultura e no esporte porque enquanto as crianças e adolescentes participam de alguma atividade elas não tem tempo para entrar em outro caminho, que muitas vezes não tem volta. Seja qual for o esporte devemos apoiar e participar”. O casal diz ter ouvido de amigos e colegas que fizeram loucura em viajar mais de 600 km de carro, para ver o filho jogar, em Fraiburgo, mas o que adianta ser pai e mãe se não podemos estar com eles nesses momentos de alegria, pois não basta ser pai e mãe, tem que participar.  São crianças de 10 e 11 anos, são os nossos nenês. Outro casal que sofre muito são os pais do goleiro Matheus, Vendelino e Leni Dal Vesco. Em seu depoimento Leni diz que só dar a vida não basta, é preciso acompanhar seus passos, dividir momentos. “A emoção toma conta quando participo dos jogos que o Matheus está, o coração quase sai pela boca, o desespero, a inquietação são reflexos que surgem quando a bola chega a área, é sofrido, mas me sinto segura da capacidade que ele tem, as vezes ele até me surpreende, sei que ele gosta da nossa presença lhe apoiando” . E diz que vai com o Matheus onde ele for, e assume ser mãe coruja. O pai, Vendelino fica na arquibancada e em determinado momento não resiste e vai atrás da trave, e passa algumas orientações ao filho. Em alguns momentos durante os jogos o homem beira a um ataque de nervos, tamanho nervosismos ele passa durante os jogos, pai de goleiro deve sofrer mais que os outros pais. Outro casal que deu o seu depoimento, foram Caio Bozim e Eva Folle Candaten, pais do João Arthur. O casal é presença constante nos jogos da equipe sub 11 e diz que para eles os pais e para toda família é um orgulho ver ele tão pequeno se dedicando ao que ele realmente gosta, e a cada jogo é uma emoção, torcemos sofremos e nos emocionamos porque sabemos que para o João Arthur futsal é mais que um esporte; “para ele é fundamental, o João pensa nisso 24 horas por dia, por ele ficaria numa quadra o dia todo” diz Eva. Eu (Genivaldo) também faço parte dessa trupe, viajamos juntos ou separados, mas faço o que posso para acompanhar os jogos da equipe a qual o meu filho Luan faz parte. Eu e os demais pais, estamos vivendo uma história impar em nossas vidas. Os nossos meninos choram em quadra quando levam uma bronca do professor Leandro Schwaab, quando erram um lance e tomam um gol, ou quando jogam mal. A nós, não basta sermos pais, como disse Giselda Schneider em seu depoimento “Como não participar desses momentos felizes de nossos filhos”.

 

Feliz dia dos pais, e até a próxima matéria!