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José Orlando Schneider (Juca) “O eterno goleiro do ACER Palmeiras de Saudades”

     José Orlando Schneider é natural de Lajeado- Rio Grande do Sul. Quando ele tinha 4 anos de vida, a família deixou o Rio Grande e veio residir na comunidade do Porto Novo município de Itapiranga, aos 7 anos a família mudou e fincou raízes no Vale da Hospitalidade. Juca (como é conhecido José Orlando) começou a jogar futebol com os amigos, assim como os demais guris da sua época, começou jogando com bolas artesanais, feitas com meia velha, bolsas e sacolas plásticas, bexigas de porco. Até laranja servia para jogar futebol como se fosse bola. A primeira bola que compraram, foi uma de borracha, e desde a infância que o Juca era goleiro. Ainda na Juventude, ele e os amigos formaram um time na Linha Saudades, depois cada um foi para uma equipe. Juca foi para o Flamengo, onde atuou por uns 3 anos. Aos 19 anos, chegava onde permanece até hoje, na equipe da Sociedade Cultural Esportiva e Recreativa Palmeiras. No próximo dia 10 de outubro ele completa 60 anos, com mais de 40 anos dedicados ao clube. Durante todo esse período, ele só atuou na linha, por um ano e meio, quando atuou na zaga. Até encerrar a carreira atuava no gol, diz ter paixão pela posição que atuava, só não continua atuando, por ter um problema na coluna, e o médico o aconselhou a parar de jogar, mas não falta vontade de voltar a atuar. Ele segue no clube como treinador da equipe dos veteranos. O Juca disse que quando fizeram o campo nas terras de Silvério Kuhn, ainda não existia máquina para cortar grama, o Silvério soltava as vacas no campo, depois eles tinham que juntar os estercos, antes dos jogos. Hoje a área que está o campo pertence ao município e onde está a sede pertence ao ACER Palmeiras. A história do Juca com o Palmeiras é rica em conquistas, de títulos municipais e regionais, foram tantos que ele perdeu a conta, mas recorda com muito entusiasmo os grandes momentos que passou debaixo das traves do tradicional e maior ganhador de títulos municipais em Saudades.

       Engana-se que pensa que a história esportiva do Juca limitou-se ao Palmeiras, por 15 anos ele foi goleiro da CME de Saudades.  Representando a cidade em competições microrregional, regional e estadual. Participou de várias edições da Taça Carlos Kulmey, conquistando um título na Argentina. Falando da sua longa carreira, Juca recordou de um frangaço que tomou em um jogo amistoso no campo do Palmeiras, e da maior defesa que fez em sua carreira, num jogo do campeonato regional, no campo do XV de Novembro contra a equipe de Maravilha. A equipe da CME de Saudades vencia o jogo por 1 a 0, quando no finalzinho do jogo, o árbitro marcou um pênalti para a equipe de Maravilha. O cobrador partiu para a bola, chutou rasteiro, no pé da trave, o goleiro Saudadense se espichou todo, conseguiu defender. Juca considera essa defesa como um milagre, sendo a mais difícil da sua longínqua carreira. Ele também passou por momentos difíceis em sua carreira, quando quebrou as duas pernas em momentos diferentes, quando recuperou-se da primeira fatura, meses depois sofreu a segunda fratura, mas os bons momentos superou os momentos ruins.                                                                                                             

        O esportista José Orlando Schneider (Juca) jogou vôlei no Colégio, disse que o time dele era imbatível, foi treinador de futsal, conquistou um título municipal com um time de gurizada. Ficar em casa e deixar o esporte de lado jamais, o amor pelo esporte fala mais alto.

Nomes na foto:                                                                                                                                                   

Em pé: Beno Rauber, Pedro Mayer, José Orlando Schneider (Juca), Celso Schuh, Jacó Feil, Inácio Puhl e Nelson Heinen (Galeto).                                                          

Agachados: Gilmar Schneider, Marino Simon, Claudio Kappaunn, Egídio Feil, José Mayer, Hilário Simon e Darci Rauber.