Pinhalzinho

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São Miguel do Oeste

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Idacir José Grando “Do Esporte Clube Esperança ao Grêmio Recreativo Pinhalense”

Natural de Erechim Rio grande do Sul. Idacir José Grando nasceu em 27 de Setembro de 1943, é filho de Alexandre Grando e Naildes Tozzo Grando.        O ex-prefeito de Pinhalzinho Alexandre Grando (em memória) chegou a capital da amizade com sua família em 19 de agosto de 1958. O avô de Idacir, Álvaro Tozzo foi um dos colonizadores da região. O pai Alexandre jogava futebol e os filhos cresceram apaixonados pelo futebol. A história de Idacir no futebol começou em sua terra natal, quando brincava de bola com os amigos em campinhos de potreiros. Chegando a Pinhalzinho, ali onde está localizada a Praça Central tinha um campo, Idacir e seus irmãos Cladir e Idanir logo se envolveram no futebol, começaram jogando no segundo quadro da equipe do Esporte Clube Esperança. Idacir foi uma espécie de faz tudo no Esporte Clube Esperança. Começou como roupeiro, até estrear no segundinho (Aspirante), depois chegou ao primeiro quadro.  Por alguns anos Idacir jogou com a camisa 8 do Esperança, e nos falou de como era praticado o futebol naquela época. Diz que em Pinhalzinho tinha um grande incentivador do esporte, Zelindo Perin que era genro do Hugo Campos que era proprietário de uma madeireira na cidade, e Zelindo segundo Idacir carregava o Esporte Clube Esperança nas costas (No bom sentido). Era o Zelindo que dirigia caminhão carregado de jogadores e torcedores para os jogos amistosos na região. Naquela época ninguém tinha automóvel na cidade.  

     Em 1963 chega o fim do Esporte Clube Esperança e surge o Grêmio Recreativo Pinhalense. Idacir segue escrevendo a sua história no Grêmio, onde jogou (parou aos 26 anos com uma contusão no joelho), foi treinador e dirigente. E diz que o futebol de Pinhalzinho cresceu muito no final dos anos 60 e inicio dos anos 70 com os Grenais que eram disputados na cidade. Na foto em destaque, Idacir era o treinador do Grêmio, que recebeu um fardamento patrocinado pelo saudoso Neuro Isidoro Bugnotto em 1971 no Estádio dos Pinheirinhos. Quanto tinha jogo importante do Grêmio, Idacir e seu cunhado Valdir Fiorini pegavam o Jeep 1962 e iam buscar na Linha Irajá município de Modelo os craques do time, Mino e Otaviano, após o encerramento do jogo, os levava de volta. Depois dos caminhões, do Jeep e do Rural do Neuro Bugnotto, começam a surgir outros automóveis na capital da amizade, e surgiu a Kombi Taxi de propriedade do Eno Schultz (em memória), e o pessoal do Grêmio marcaram um jogo amistoso em São Miguel do Oeste com o Guarani e levaram metade dos jogadores na Kombi Taxi e a outra metade no Rural do Neuro, não existia a BR 282, a viagem foi feita por São Carlos. Idacir ressalta a contribuição imensurável que tinha dos amigos Amélio e Ovídio Fiorini que trabalharam juntos em pró do futebol do Grêmio Recreativo Pinhalense por muitos anos.  

    Idacir Grando se diz um apaixonado pelo futebol, e encerra a entrevista falando com entusiasmo do futebol amador do passado. Quando em primeiro lugar ficava a amizade, o respeito pelos colegas, diz que os atletas se dedicavam aos treinos e aos jogos por prazer em jogar futebol.

 

Nomes na foto:

Idacir José Grando (treinador), Amélio Fiorini, Licínio Constante, Balduino Amarante Ribeiro (Mino), Cladir Grando, Idanir Grando, Romeu Kuhn, Paulo Junqueira da Silva (sendo cumprimentado pelo saudoso Neuro Isidoro Bugnotto), Aquiles dos Santos, Rogério Strapasson,                                        Erol Strapasson, Luizinho Sthal, Ovídio Fiorini, Beno Utzig e Erol Dal Piva.