Pinhalzinho

26º

17º

Maravilha

24º

15º

São Miguel do Oeste

24º

15º

Chapecó

27º

17º

Guido Luiz e Vera Lucia Dewes Kochhann (Pais da atleta Olímpica Raquel Kochhann)

Um dia Raquel Cristina Kochhann telefonou de Caxias do Sul para a mãe Vera, e disse o seguinte: Mãe estou jogando Rugby. Que treco é isso? Perguntou Vera. Não mãe, não é um treco, é um jogo. Essa foi a primeira conversa entre Raquel e sua mão Vera, quando a filha largou o futebol e foi jogar Rugby. Com o pai não foi muito diferente, afinal era um esporte que ele não conhecia, e gostaria que a filha continuasse jogando futebol. Guido confessa que não ficou feliz com a escolha da filha, afinal a Raquel era boa de bola. Em duas ocasiões o professor de futsal das equipes femininas de Pinhalzinho, Cleto Schuster trouxe Raquel de Caxias do Sul para disputar competições para a equipe Pinhalzinho, e nesse período da sua escolha pelo Rugby, Guido estava propicio a trazê-la de volta para a Capital da Amizade. Aqui, arrumariam um emprego para Raquel que ficaria jogando futsal e assim abandonaria a ideia de jogar um esporte, que na opinião do pai, era um esporte violento. Na última sexta-feira (08/07) foi divulgada a relação das atletas da seleção brasileira de Rugby convocadas para disputar a Olimpíada no Rio de Janeiro, e lá estava o nome da Pinhalense Raquel Cristina Kochhann. A mãe Vera ficou feliz, mas confessa que viveu a expectativa pela divulgação da convocação desde o mês de maio, quando estava sempre perguntando a Raquel, quando vai sair essa convocação?  Mas diz que tinha quase certeza da convocação da filha. O pai confessa que quando ficou sabendo através das redes sócias, e pelo blog Almanaque do Esporte (que noticiou a convocação em primeira mão na última sexta-feira), diz que chorou muito. E é grato a filha, que persistiu e não desistiu diante da sua posição contraria anos atrás. Hoje Guido acompanha de perto os jogos de Rugby, pegou amor pelo esporte. A família já viajou três vezes ao Rio Grande do Sul e a Curitiba (foto em destaque) para acompanhar circuitos de Rugby em que a filha estava atuando. Guido e Vera agora vão torcer para que a filha traga uma medalha, mas reconhecem as dificuldades da equipe brasileira, só com a participação da filha, já estão muitos, mas muito felizes, mesmo!                                                                             

        Raquel será a primeira Pinhalense a disputar uma Olimpíada e disse que seus pais sempre a apoiaram no esporte, “Quando eu era pequena, meus pais iam de bicicleta nos levar e assistir nossos jogos (meus e do meu irmão)”. “Quando fui chamada pra fazer um teste no E.C. Juventude de Caxias do Sul, eles não mediram esforços e me apoiaram muito. Quando falei que comecei a jogar a Rugby, o pai não gostou muito da ideia, porque ele achava que era um esporte violento, que eu ia me machucar. Mas mesmo não gostando muito da ideia, ele nunca deixou de me apoiar. Depois que ele conheceu o Rugby e viu que não é um esporte violento, e assim como eu, se apaixonou e se tornou um grande fã do esporte”. “Hoje eles me acompanham sempre que podem e sempre me dão toda a força é apoio do mundo para me ver jogando e jogando bem”.  Disse Raquel.

Convocação: A Confederação Brasileira de Rugby anunciou oficialmente na última sexta-feira (08) o nomes das 12 jogadoras convocadas pelo  treinador Chris Neill que defenderão o Brasil no Rio 2016. São elas: Juliana Esteves “Juka” (Band Saracens), Luiza Campos (Charrua), Júlia Sardá (Desterro),  Edna Santini (São José), Taís Balconi (Desterro), Haline Scatrut (Curitiba), Beatriz Futuro (Niterói), Amanda Araújo (Niterói), Cláudia Teles (Niterói), Paulinha Ishibashi (SPAC) (c), Raquel Cristina Kochhann (Charrua)   e Isadora Cerullo (Niterói).

 

Saudações Santista, e até a próxima matéria!