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Grêmio muda política e vai "abrir os cofres" para encerrar jejum de títulos em 2016

No começo de 2015, o Grêmio instituiu uma postura peculiar no mercado de transferências. Olhava apenas para jogadores que não gerassem custo algum. Contratou somente por empréstimo ou mesmo atletas em fim de contrato. Deu certo. Prestes a confirmar classificação para a Libertadores, o Tricolor 'fez caixa' para investir tudo no ano que vem e, quem sabe, acabar com jejum de títulos.

A falta de conquistas incomoda a torcida e ainda mais a direção gremista. Sem nem o Estadual desde 2010, sem uma taça importante desde 2001, o clube se vê na obrigação de voltar a vencer. As boas campanhas já feitas amenizam, mas não acabam com o problema.

De qualquer forma, a temporada 2015, que se aproxima do fim, mostrou que a conduta adotada nos primeiros meses do ano estava correta. Antes, o Grêmio investia e, tal qual este ano, não conseguia os títulos. Agora, se a falta de campeonatos foi a mesma, ao menos o clube conseguiu resolver seus problemas financeiros.

A realidade é tão diferente neste momento que o departamento de futebol planeja postura totalmente diferente. Uma vez confirmada a vaga na Libertadores, o Grêmio vai investir. A avaliação interna aponta para um futuro promissor. Com a permanência de Roger Machado no comando tratada como 'tranquila', o Grêmio se vê com a base formada para alcançar algo mais.

"Trabalhamos dentro da nossa realidade. Estando na Libertadores, já pensamos em um cenário de investimento. É importante dizer que não temos a convicção que já estamos lá (na Libertadores), mas temos que projetar cenários. Estamos muito empenhados na classificação, e um dos cenários que projetamos é o de manutenção do grupo e investimento", disse o diretor executivo de futebol do Grêmio, Rui Costa, ao UOL Esporte.

A política de renovações já começou. Em vez de optar por renovar primeiro os contratos perto do fim, o Grêmio iniciou o processo pelos jogadores formados no clube e que estão conseguindo destaque. Pedro Rocha e Walace tiveram vínculos ampliados até o fim de 2018. E agora o próximo passo são os jogadores do time principal com ligação ao clube perto do fim.

Os casos mais difíceis são Erazo e Maicon. O primeiro já até assinou um contrato com o Estoril, de Portugal. A direção do Grêmio mostra-se irritada com a conduta do empresário dele, André Cury, ao tratar abertamente de valores negociados através da imprensa. Ou seja, mesmo que pretenda contar com ele, a relação esta estremecida e pode ser que o destino do equatoriano seja longe de Porto Alegre.

Em relação ao volante, o empréstimo do São Paulo acaba no fim do ano e o clube paulista já manifestou interesse em contar com ele no ano que vem. Para comprar o jogador, o Grêmio precisaria pagar R$ 9 milhões. Valor considerado muito alto. Enquanto isso, Galhardo custa R$ 4,3 milhões e também precisa ser comprado, Douglas e Edinho tem renovações simples e Pedro Geromel já possui um vínculo ampliado. Ao todo são 25 contratos para renovar.

Os principais alvos de reforços serão as laterais, zaga e o ataque. Braian Rodríguez pode ser devolvido ao Bétis, da Espanha, já que não está sendo aproveitado. E Vitinho precisa mostrar valor para permanecer no clube.

Fonte: UOL esporte