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Esporte Clube União Jabuticaba “20 anos de um título inédito e invicto”

No último sábado (20/02/16) o Esporte Clube União Jabuticaba da Linha Jabuticaba, Saudades comemorou 20 anos de um título inédito e invicto. No campo da comunidade foi realizado um jogo amistoso, com os campeões de 1995, no salão da comunidade foi exibido um vídeo com os melhores momentos da grande final (Durante a exibição do vídeo, 20 anos depois, alguns dos campeões presentes ao evento ficaram de olhos lacrimejados). Foi servido um jantar, com galinhada no taxo, regado a muita cerveja e música ao vivo.  Assim foi a festa em homenagem aos campeões.

No dia 17 de dezembro de 1995 o União Jabuticaba entrava em campo com: Soneca, Valmir, Geraldo, Ivo e Valdir, Elpídio, Paulinho, Ito, Pedro, Adelson e Taia, e conquistava o Campeonato Municipal de Futebol de Campo de Saudades invicto, sendo esse o único título municipal de sua história.

A história nos foi contada por alguns dos atletas que participaram daquele campeonato: Taia, Pedrinho, Ito, Valdir, Geraldo e Valmir, não conseguiram lembrar os resultados de todos os jogos, só os mais importantes. Disseram que a equipe fez uma primeira fase excepcional, enfrentaram dificuldades, mas não sucumbiram diante dos adversários. Nas quartas de finais o adversário foi o Flamengo do Alto Maipu, no jogo de ida, na Linha Alto Maipu, a equipe da Linha Jabuticaba estava perdendo por 2 a 0, quando aos 40 minutos do segundo tempo, Pedrinho fez o primeiro gol do União e nos acréscimos, Ito Muller empurrou a bola, goleiro e tudo que achou pela frente, para dentro do gol. Com o empate em 2 a 2, o jogo de volta aconteceu uma semana depois no campo da Linha Jabuticaba. Novo empate, dessa vez em 1 a 1, a decisão foi para os pênaltis, o União foi mais competente nas cobranças das penalidades e classificou para a semifinal. Na semifinal o adversário foi o Cruzeiro da Linha Bonito, o jogo de ida aconteceu na Linha Jabuticaba, e terminou empatado em 1 a 1. O jogo de volta foi na casa do Cruzeiro, após empatarem em 0 a 0 no tempo normal, na prorrogação o União venceu por 1 a 0. O adversário na final foi o forte time do São José da Linha Alto Solteiro que na outra semifinal eliminou o Palmeiras. A maioria dos jogadores eram moradores da comunidade (alguns moram até hoje), ou tinham familiares que residiam na comunidade. Os dias que antecederam aos jogos pareciam que não passavam, até que chegou o dia do primeiro jogo da final. O jogo foi cercado de muita expectativa, por parte dos dirigentes, jogadores e principalmente pelos torcedores. O União fez 2 a 0, e numa bobeira, deixou o time do São José fazer o primeiro gol, e logo em seguida empatar em 2 a 2. Era chegado o grande dia, o jogo da final foi realizado no Módulo Esportivo.

O empate em casa deixou alguns torcedores desconfiados, foi o caso do senhor Reinaldo Jank que preferiu ficar em casa, aguardando o resultado final. Aquele dia 17 de dezembro 1995 ficaria marcado na história do clube, quando aos 21 minutos do segundo tempo em uma cobrança de falta perfeita, Taia marcava o único gol da partida. No apito final do árbitro a festa começou e o grito de campeão ecoou, com os jogadores do União dando uma volta pela cidade em cima de uma carreta agrícola. Na chegada a comunidade, os campeões foram recebidos com um foguetório sem precedentes e foram conduzidos para dentro do salão comunitários nos braços dos torcedores. Os jogadores ressaltaram a importância da torcida do União Jabuticaba, Pedrinho Heisler diz que jogou por outras equipes, mas torcida igual a do União ele jamais viu igual.                                     

Nomes na foto:                                                                                                                                                

Em pé: Francisco Marino Heisler, Tarcísio Franscinelli, Adelson Bulegon, Valmir Pappis (Soneca), Elpídio Eichler, Valdir Pappis, Ivo Frey, Nédio Vargas, Gilberto Jank, Paulinho Bett (em memória), João Mahle (presidente), Reinaldo Jank e Otelio Schuh.                                                                                     

Agachados: Amarildo Sulzbacher, Vilson Chiapinotto, Pedro Clovis Heisler, Valmir Sulzbacher, Ito Muller, Leonir Vögt, Roque Kappaun (Taia) e Geraldo Pappis.