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Em primeira ida ao exterior, fundador da Chape vai de ônibus para Argentina

Aos 74 anos, seu Altayr Zanella encara mais de 1,3 mil quilômetros e acompanha excursão do Verdão do Oeste para o jogo de ida contra o River: "Nunca esperava".

Quando entrar no Monumental de Núñez, hoje (quarta-feira 21), próximas das 22h, o seu Altayr Zanella com certeza vai lembrar o dia 10 de maio de 1973, quando ele e amigos decidiram fundar a Chapecoense após reunião embaixo de uma árvore. Com 74 anos, nem a idade impediu seu Zanella de acompanhar o Verdão do Oeste neste momento marcante, quando encara o River Plate pelas quartas de final da Copa Sul-Americana.

De ônibus – isso mesmo –, um dos homens que pensou a criação da Chape vai para Buenos Aires, cuja saga começou nesta terça, para o confronto de ida do torneio continental. São mais de 1,3 mil quilômetros. É a primeira viagem internacional de Zanella, que se mostra orgulhoso do “filho” verde e branco.

 Quando chego em uma rodinha de amigos, eles apontam para mim e dizem: “Você é o culpado por tudo isso”. É uma culpa bonita, é boa. Com a Chapecoense lá em cima. A gente nunca esperava uma coisa dessas. O time cresceu muito nos últimos anos – conta Zanella, durante a viagem, após parada na cidade de Carazinho, no interior gaúcho.

Altayr é um dos dois fundadores vivos. O outro, Alvadir Pelisser, não está no ônibus. Ver tantos jovens no veículo emociona o fundador. Na viagem, o respeito é nítido. Seu Zanella senta na segunda fila, com olhar firme para a estrada. E de vez em quando alguém passa, senta ao lado e puxa conversa com ele. As respostas geralmente são curtas, mas parece que o pensamento está longe. Em 1973? No título estadual de 77? No acesso à Série A? Em Buenos Aires?

Tem muita juventude. Todos com a camisa da Chapecoense. É muito bonito. O clube vive um grande momento. Por isso, a gente tem que lutar para ter mais um ano na Série A, e assim continuar – projeta o futuro.

A decisão de seguir para a Argentina ocorreu na segunda-feira, após telefonema do presidente do clube verde e branco, Sandro Pallaoro. O convite recebeu o “sim” na hora. E os filhos, garante Zanella, deram o maior apoio para a viagem. E há otimismo para o duelo:

O River Plate é o mais forte. É um grande time, o favorito. Mas podemos fazer um crime lá e seguir na competição. Por que não?

A expectativa é que cerca de 200 torcedores apoiem a Chapecoense no Monumental de Núñez nesta quarta-feira, às 22h. Pelo menos três ônibus deixam o Oeste de Santa Catarina  nesta terça. E alguns torcedores vão direto com voo. O confronto com o atual campeão da Libertadores e da Sul-Americana mexeu com os alviverdes. O duelo é o primeiro das quartas de final da competição.

                                                                                                                      

Fonte: GloboEsporte.com.