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Egon Teodoro Müller (Pé de Pato, apaixonado pelo futebol e pela família)

      Na edição 504 falamos da carreira e das conquistas de Egon Teodoro Müller, popularmente conhecido como Pé de Pato. Na última edição publicamos parte de um depoimento dado pelo próprio Pé de Pato. Hoje publicamos a segunda e última parte do depoimento, onde ele diz: “Respirei fundo, levantei a cabeça e deixei bem claro pra vida que esse jogo era meu. Convoquei então meus melhores jogadores a fim de formar uma equipe forte e imbatível: Meus familiares e Amigos, onde cada um contribuiu a sua maneira e com suas habilidades para se tornarem minhas mãos, braços, pernas e força,  e eu como capitão sendo a mente, a alma, o sorriso, a luz, a fonte de inspiração”. “Conto também com uma assessoria técnica grandiosa, a começar por minha técnica, minha irmã Silvia Müller que desde o primeiro momento não mediu esforços e se aperfeiçoou para cuidar de mim, sempre com muito amor e dedicação, passou a ser a continuidade de meu corpo e mais do que nunca a luz que ilumina minha alma. Ela e toda minha família são minhas energias e os suplementos vitais, assim como, a presença e o apoio dos grandes amigos e companheiros que me carregam para junto deles e não medem esforços para me garantir acessibilidade e mais ainda para demonstrar que nada como o amor e a sensibilidade para fortalecer uma pessoa. E enquanto eles me carregam em seus braços eu os levo em meu coração, com o mais puro, sincero e eterno agradecimento, porque mais do que adaptar uma casa, é preciso adaptar o amor, o carinho e a receptividade, bem mais que acessibilidade”.  A irmã Silvia Müller é um anjo na vide de Egon, é as mãos e os pés que movimentam como se fosse parte do corpo dele. Ela não casou, não tem filhos, mas cuida do irmão como se fosse um filho. Chegou a fazer um curso de enfermagem, mas diz que aprendeu muito, foi quando passou mais de dois meses com o irmão no Hospital Sarah Kubitschek em Brasília.  Egon segue o depoimento falando: “Meus dias não são fáceis, são dezenas de medicamentos e terapias, e meu corpo por vezes reage, como há dois quando estive na UTI novamente e quando quase pude ouvir o apito final, mas, bravamente lutei e cá estou driblando as dificuldades, vestindo a camisa do meu time e com a melhor equipe que alguém pode ter. Ainda serão muitas prorrogações, muitos gols e muitas conquistas”. 

      O rapaz é colorado doente, e está sempre assistindo aos jogos pela televisão, diz que: “Ainda curto o futebol, agora como espectador, mas, no jogo da vida eu nunca serei apenas espectador, sou o capitão, o guerreiro, porque ainda que eu não possa me locomover sozinho meus anjos de luz me carregam e ainda que eu não movimente meus braços e pernas meu sorriso e minha alma permanecem intactos, meu coração ainda pulsa, ainda posso lhe contar sobre minha vida e ainda fico com a certeza de que mais duro e triste que perder os movimentos é perder a capacidade de amar, é ser uma alma imóvel que nada acrescenta, é ter pensamentos aprisionados. Porque embora eu não possa andar, a minha alma, meu amor e meus melhores pensamentos sempre andam em favor do bem e do amor”.                                                                                                            

      O Modelense, Egon Teodoro Müller (filho de Lucas Müller e Griseldi Maria Müller, ambos em memória)sofreu um acidente automobilístico em 08 de abril de 1997 e está tetraplégico deste então. 

 

Colaboraram com as matérias: Diego Kirch e Silvia Müller.

Saudações Santista e até a próxima matéria!