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Criação da Liga dos Campeões das Américas ameaça Conmebol

O jornalista Cosme Rímoli do portal R7 publicou uma matéria em sua coluna dizendo que o empresário italiano Riccardo Silva percebeu. Há uma brecha para ganhar muito dinheiro. Criar uma Champions League nas Américas. E está convidando clubes sul-americanos. Já foram chamados cinco brasileiros e três argentinos.

O empresário (Riccardo Silva) é dono do Miami FC, que disputa a NASL, a considerada segunda divisão do futebol dos Estados Unidos, e também da empresa MP & Silva, que possui os direitos de transmissão de mais de 50 franquias esportivas, entre elas as famosas La Liga, Bundesliga, Barclays Premier League a Copa do Mundo, é o dono da ideia: criar uma espécie de Liga dos Campeões das Américas.

Para os times dos Estados Unidos, poderem competir em um torneio oficial contra equipes do Brasil e da Argentina, que são algumas das melhores equipes do mundo, poderia ser algo realmente comparável à Champions League europeia.

"A premiação seria algo de 5 milhões de dólares (R$ 20 milhões) para cada clube participante e 30 milhões (R$ 120 milhões) para o vencedor", garante Ricardo. Ele sabe que o dinheiro é o calcanhar de Aquiles da Libertadores.

E oferece um torneio com 64 equipes.

Acontece que a Conmebol não tem datas para esta Champions das Américas. O espaço é para a Libertadores. Os clubes brasileiros sabiam bem disso. Só que estão usando essa nova competição para pressionar a entidade. Ou ela aumenta substancialmente o que paga na Libertadores ou haverá uma rebelião.

A situação acontece quando a fragilizada Conmebol acaba de anunciar, os prêmios da Libertadores e da Sul-Americana seriam mantidos em 2016. E eles são ridículos, comparados à Champions League Europeia.

A Libertadores paga ao campeão, somando todas as fases, US$ 5,1 milhões, cerca de R$ 20 milhões.

A Sul-Americana, R$ 6,9 milhões.

A Liga Europa, R$ 32,6 milhões.

Já a Champions League, são 37,4 milhões de euros, R$ 167,5 milhões.

Os presidentes do Corinthians, do Palmeiras, Flamengo, Atlético Mineiro e Cruzeiro, sondados para disputar a Champions da América, sabem. Estão em uma posição privilegiadas.

A Conmebol está fragilizada, com 11 membros de sua cúpula envolvidos nas investigações do FBI. O presidente Juan Ángel Napout tem certeza que os clubes blefam. O Corinthians nunca entraria com jogadores sub-20 para disputar a Libertadores, como seus dirigentes já estão espalhando.

Juan Ángel  Napout sabe o que todos querem. Sem saída, não há como fugir da chantagem por um aumento. Até porque na semana passada, a Conmebol foi acusada de não repassar as receitas obtidas com direitos de TV, publicidade e patrocínios da Libertadores e Sul-Americana. A entidade só distribuiu, entre 2010 e 2013, 54% dos US$ 265 milhões aos participantes das competições. O restante, US$ 112 milhões, não aparece no balanço.

O aumento ainda não foi decidido. Mas os clubes exigem mais do que o dobro do que recebiam. Tanto na Libertadores como na Sul-Americana. Pelo menos para compensar o que foram roubados. E deve receber.

A Conmebol é uma das entidades mais sujas do futebol mundial. Desde que nasceu em 1916. Demorou mas suas vísceras estão expostas. E são mais nojentas do que se podia imaginar. Os dirigentes brasileiros sentem o cheiro de esgoto. A hora de chantagear e exigir mais dinheiro da Libertadores chegou.

 

Fonte: R7