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Amélio Fiorini “Faz parte da história esportiva de Pinhalzinho”

      Gaúcho de Várzea, Distrito de Erechim (Atual Distrito de Mariano Moura) Amélio Fiorini chegou a Pinhalzinho em 1961. Antes de chegar a Capital a Amizade ele já atuava como goleiro, começou nos campinhos de potreiros em sua terra natal, jogava descalço ou calçado com Kichute, às bolas eram artesanais feitas com bexiga de porco. Quando foi para o seminário em Tapera Rio Grande do Sul, continuou atuando como goleiro no time do convento. Chegando a Pinhalzinho Amélio foi atuar na equipe do Esporte Clube Esperança (o primeiro time de futebol de Pinhalzinho), o campo era onde hoje está localizada a Praça Central, a foto em destaque, foi tirada no campo da Praça. Na época da foto (inicio dos anos 70), as equipes de futebol de campo, já atuavam no Estádio dos Pinheirinhos (como era conhecido o Estádio do Grêmio), e os aficionados pelo futebol fizeram um campinho para jogar futebol de salão, ali onde está localizado o Magazine Luiza. Puxaram um fio que atravessava o campinho e colocaram umas lâmpadas para iluminar o campo, à noite eram realizados os torneios de futebol de salão e o seu Amélio era um dos destaques da sua equipe. Ele também fez parte do grupo de jogadores, dirigentes e apaixonados pelo futebol, que organizaram mutirões para fazer o campo do Grêmio de Pinhalzinho (o campo localizava-se, onde hoje está a rádio Centro Oeste), guardou consigo fotos, arrancando a plantação de mandioca que existia no local onde fizeram o campo. Ele ressalta que todo o trabalho foi braçal, feitos com enxadas, picaretas, foice e outras ferramentas, o campo apesar de ser de terra (chão batido), era macio, os adversários quando vinha jogar, entranhavam, mas logo que a bola rolava se acostumavam rapidinho.

     

Seu Amélio guardou consigo fotografias do jogo histórico realizado na Capital da Amizade no dia 19 de novembro de 1967, amistoso entre o Grêmio Pinhelense e o Ipiranga de Erechim. Ele foi o goleiro da equipe de Pinhalzinho no confronto com a equipe gaúcha. Seu Amélio fala com entusiasmo dos tempos de goleiro do Esperança, do Grêmio, da Associação Pinhalense, e não esquece de uma ocasião que se aventurou a jogar na linha, como não tinha muita intimidade com a bola nos pés, logo o mandaram de volta para a sua posição de origem (goleiro). Dos famosos grenais disputados em Pinhalzinho, ele recorda de um que foi realizado no campo do Grêmio, os colorados achavam que iriam ganhar fácil, carnearam antecipadamente um boi para a festa. Perderam o jogo por 1 a 0 gol marcado por Licínio Constante com passe de Paulo Junqueira. Desanimados, no outro dia os colorados passaram nas ruas vendendo a carne que era para o churrasco.                                                                                       

     

Seu Amélio fala que com o passar dos anos a idade avançando, ele junto com o saudoso Bruno Weber e outros companheiros fundaram o time dos barrigudos (gordos), que jogavam contra a equipe dos magros. O time dos barrigudos deu origem aos Veteranos que em 1977 disputou o campeonato municipal de futebol de campo e foi eliminado na semifinal pelo Esporte Clube União, que seria o vice-campeão daquele ano perdendo o título para o SER Ajap. A equipe dos Veteranos (conhecida como os veteranos dos Fiorini) realizou jogos amistosos em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná. Aonde eles iam a festa era certa, levavam gaita, violão e pandeiro. Jogavam pela manhã, e depois do almoço começava a cantoria e o pessoal começava a dançar (começava o baile). Os Veteranos dos Fiorini deu origem a Associação Atlética Veteranos do SER Ajap.

                                                                                                        

Seu Amélio Fiorini diz quê o importante foi às amizades conquistadas através do futebol, algumas que permanecem até os dias de hoje. E a paixão pelo Grêmio continua, mas sem fanatismo.

Nomes na foto:                                                                                                                                                      

Em pé: Ovídio Fiorini, Amélio Fiorini e Clênio Razera                                                                    Agachados: Lindolfo Griebler (em memória) e Cladir Grando