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A trajetória esportiva de Pedro Hoss (Ratão)

Definiu-se como um jogador regular, atuou como goleiro, zagueiro e lateral, diz que não faltava disposição e vontade, que jogava por amor ao futebol, assim é o Pinhalense Pedro Hoss que nasceu no dia 10 de dezembro de 1965, filho de João Armindo Hoss e Anna Hoss (ambos em memória). Ganhou o apelido de Ratão, na infância, por gostar de ficar até tarde na rua, jogando bulita, quando a Dona Anna o procurava ele se escondia embaixo da casa com medo de apanhar, igual um rato. A trajetória esportiva de Pedro Hoss começou num campinho que ficava no potreiro nas terras do senhor Antônio Ely, na Linha Lourdes (hoje bairro Nova Divinéia), ele e os amigos reuniam para brincar com bola, no campinho tinha um pé de ingá, para jogar eles precisavam driblar até as raízes da arvore. A gurizada foi crescendo e resolveram fundar um time de futebol, e assim o fizeram. Compraram as camisas e fundaram o Fluminense (as camisas eram iguais as do Fluminense do Rio), time que deu origem ao Juventude Esporte Clube de Pinhalzinho.

A foto em destaque é de uma das primeiras formação do Juventude em um jogo amistoso realizado na Linha Bonito-Saudades com o Cruzeiro. Vários dos atletas presente na foto são sócios fundadores do Juventude. Pedro é o sócio fundador número 12 do JEC.  Pedro recorda os primeiros jogos, que foram contra o Internacional no campo do DNER que ficava onde hoje está localizado o posto de saúde do bairro São José, e na comunidade São José em Nova Erechim. Para ir jogar na comunidade do São José em Nova Erechim a gurizada iam andando a pé, os que tinham uma situação financeira um pouco melhor que os demais, iam de bicicleta. Jogavam domingo pela manhã, voltavam novamente a pé, chegavam em casa para almoçar, depois das 14.00 horas. Com o passar do tempo o grupo foi aumentando, já tinha uns 25 guris participando, quando iam para os jogos, se reuniam na Praça Central esperavam o caminhão, pulavam em cima da carroceria, e partiam para mais uma partida de futebol, era assim quase todos os domingos.

No dia 15 de janeiro de 1982 oficialmente foi fundado o Juventude Esporte Clube. Pedro jogou no Juventude até os 20 anos, quando em 1985 foi residir e trabalhar em Água Boa-Mato Grosso. Na cidade mato-grossense ele junto com os Pinhalenses, Vanderlei Pereira Duarte e Lauri Stulp foram jogar no União Esporte Clube. No final de 1986, Pedro regressou a Pinhalzinho, aqui ele ingressou na equipe União de Veteranos (apesar de jovem), essa equipe ficou conhecida como os Veteranos Pobres, os Veteranos Ricos eram os Veteranos da família Fiorini.  Depois de alguns anos, Pedro foi convidado para jogar na equipe da Associação dos Motoristas, onde jogava o seu irmão Romualdo. Nesse período ele jogou um campeonato pala equipe de Veteranos do Esporte Clube 13 de Maio da linha Volta Grande. Em 1993, conquistou o título municipal com a equipe B do Ser Ajap (atual Aspirante). Na semifinal Pedro foi incumbido de marcar o craque do Juventude da Linha Santa Terezinha, Ademir Jost, que jogava na equipe principal, mas naquele campeonato era permitido um determinado número de atletas da equipe principal, jogar também no segundo quadro. Segunda a esposa (Nice), Pedro era meio jaguara, mas naquele jogo marcou o Ademir, enquanto aguentou (25 minutos do segundo tempo, quando pediu para sair) sem fazer faltas. Na final o Ser Ajap comandado pela dupla Felix Weber e Dirceu Suzin venceu o Juventude.  

Pedro Hoss o popular Ratão é torcedor doente do Internacional e fã do Argel Fucks de quem ganhou uma camisa de presente na época que o Argel atuava na zaga do Inter e vinha regularmente a Pinhalzinho visitar a família da esposa.  

 

Nomes na foto:                                                                                                                                                    

Em pé: João dos Santos, Aurélio Melz, Pedro Hoss (Ratão), Miguel Halmenschlager, Aquiles Spricigo e Vanderlei Schuh.                                       

Agachados: Valmor Haas, Toni Bierende, Wolmir Utizg (Nanico), Gilberto Utizg (Chico), Nei Bohnenberger e Uda Ternus.