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A Pinhalense Raquel Kochhann conquistou o sul-americano com a Seleção Brasileira de Rugby

A Pinhalense Raquel Cristina Kochhann conquistou no último domingo (06/03) com a Seleção Brasileira de Rugby o campeonato Sul-americano, sendo o 11º título Sul-americano conquistado pela seleção brasileira.

    

O dia 06/03/16 foi um dia glorioso para o rugby brasileiro. A Seleção Brasileira Feminina se sagrou campeã sul-americana pela 11ª vez na história, ao terminar novamente invicta o Sul-Americano! O torneio ocorreu no novo campo de Deodoro, ainda sem arquibancadas, mas com um gramado impecável, como parte do Aquece Rio, e contou com a presença de autoridades.

Brasil largou como sempre: imbatível

A Seleção Brasileira Feminina iniciou o Sul-Americano como sempre, muito superior às suas oponentes. No primeiro jogo do dia, estreando o novo campo de Deodoro, o Brasil passou pelo Peru por 59 x 0, mantendo a escrita de jamais ter sofrido tries das peruanas na história. Coube a Raquel a honra de fazer o primeiro try no campo novo, com Edna (3 vezes), Haline (2 vezes), Juka, Bu e Baby cruzando o in-goal para os tries do Brasil.

 

O segundo embate se deu ante o Uruguai, seleção que historicamente faz jogos mais parelhos com as Tupis. Mas, desta vez, não houve proximidade. O Brasil se impôs com louvor, 40 x 0, 21 x 0 no intervalo. Haline, 2 vezes, e Bruna Lotufo fizeram os tries no primeiro tempo, enquanto Patricia, Baby e Amanda Ricci anotaram mais 3 tries na segunda etapa para fechar o marcador.

 

O desafio maior apareceu mesmo no terceiro e último jogo contra a Venezuela. Em um jogo de muitos erros dos dois lados, com a Venezuela garantindo posse de bola considerável, a primeira etapa se encerrou em apenas 5 x 0 para as brasileiras, graças ao try isolado de Haline, após boa sequência de pressão venezuelana. A porta acabou se abrindo no segundo tempo, com o Brasil melhor fisicamente. Edna arrancou para o segundo try das Tupis no início do segundo tempo e Paulinha deu seu toque de brilhantismo para os dois tries finais, fechando o jogo em 22 x 0, talvez mais largos do que a dificuldade apresentada na partida.

 

O destaque no sábado (05) ficou para o jogo emocionante entre Argentina e Colômbia, que terminou com vitória argentina no sufoco, por 19 x 15, após as colombianas terem virado o marcador nos instantes finais. A Argentina acabou vencendo na última bola.

 

Domingo vitorioso

O domingo começou majestoso para as Tupis, que seguiram sem levar tries no torneio. As quartas de final foram contra o Chile e a vitória foi novamente tranquila: 41 x 0, com 2 tries de Bu, 2 tries de Edninha, 1 de Juka e 1 de Haline.

 

Na semifinal, nova vitória brasileira sem sustos. O jogo era esperado que fosse o mais difícil, contra a Colômbia, mas novamente as Tupis se impuseram com uma defesa impecável e controle total de posse de bola. Edna cravou 2 tries, enquanto Juka, Haline e Raquel cruzaram também o in-goal para assegurar 31 x 0 sobre as Colombianas, que também estarão nos Jogos Olímpicos.

 

No outro confronto de semifinal, a Argentina, da artilheira do campeonato Sofia González. O jogo foi duro, a Venezuela mostrou evolução com bom controle de bola, mas quem foi efetiva foi a Argentina, que ganhou por 22 x 5, em partida das duas seleções do continente classificadas para o Pré-Olímpico Mundial, em junho, em Dublin na Irlanda.

 

Na grande final, o Brasil sofreu seu único try no torneio, de Fontanarossa, quando a Argentina parecia demonstrar chances de vencer o confronto. Mas, o Brasil não deu chances ao azar e se impôs, mostrando físico e experiência de campeão. Edninha brilhou na decisão com um hat-trick (3 tries), enquanto Raquel e Haline finalizaram a indiscutível vitória por 27 x 5, para a festa da torcida, recheada de amigos e familiares das jogadoras.

 
“É muito gratificante conquistar mais um título, sendo ainda em evento “2 em 1”: evento-teste olímpico e o Sul-Americano. Ficamos muito contentes pelas estreias de algumas meninas, o retorno de algumas aos gramados após lesões e pelo fato de concretizarmos um feito que nunca imaginávamos: sermos a maior equipe de Sevens da América do Sul há mais de uma década”, afirma Paula Ishibashi, capitã da Seleção Brasileira.
 

“É importante ressaltar que esse torneio tem um valor significativo para nós, pois foi onde tudo começou. Foi importante também para verificar algumas das principais instalações, como área de aquecimento e campo de jogo. Os padrões estão bons. Algumas instalações ainda estão por vir, mas devem ser providenciadas em breve. Enfim, saímos felizes após mais um grande torneio e por fechá-lo com chave de ouro”, completa Paulinha.

 

“O fato de a Seleção Feminina ter ganhado o Sul-Americano com resultados elásticos, tomando só um try e considerando que parte do time estava jogando outro torneio em Las Vegas, é muito importante para nós, porque demonstra que não só a gente continua tecnicamente acima da região, mas também porque nosso trabalho continua dando resultados e que estamos criando a base sólida”, analisa Agustin Danza, CEO da Confederação Brasileira de Rugby.


  Em Vegas…

Já em Las Vegas, o Brasil marcou presença com sua Seleção Feminina de Desenvolvimento, que jogou o Las Vegas Invitational Sevens Feminino. E o resultado acabou sendo módico, com 2 vitórias em 5 jogos. Os triunfos vieram sobre duas academias dos EUA, a Stars Rugby 2 (time B) e a Northeast Olympic Academy. Mas, contra os times mais fortes, o Brasil caiu, perdendo para a África do Sul e para as seleções de desenvolvimento de Estados Unidos e Japão.

 

Fonte: Portal do Rugby