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A história esportiva de João Rafael Heinzen (Xuxa)

O Saudadense João Rafael Heinzen começou no futebol como muitos guris do interior começaram, jogando nos campinhos de potreiros com bolas artesanais, feitas com bexigas de porco, meias, bolsas plásticas. Até laranja virava bola. A bola de couro era pros jogos nos fins de semana. Jogava com os pés descalços e a primeira chuteira foi uma que não servia para o irmão mais velho (Pedro), arrumava, costura, para que pudesse usar. Aos 15 anos ele estreou na equipe aspirante do Esporte Clube Juventude da Linha Taipas, por ser pequeno e magro, sempre era o último a entrar no jogo. Jogava na meia-direita, costumava fazer alguns gols. Até o dia que o irmão se machucou trabalhando na roça, e surgiu a oportunidade do João jogar na lateral-esquerda, mas ele nunca tinha jogado naquela posição. O experiente zagueiro Jair Lang, disse para ele só marcar, o resto deixe que me viro. O guri foi bem venceram o time do Avaí da Jacutinga Alta por 1 a 0. O segundo jogo foi no distrito de Juvêncio, contra a equipe do Santa Luzia, novamente ele foi bem no jogo e foi convocado pelo professor Tarcísio Cassol para jogar o regional na categoria juvenil organizado pela Liga Pinhelense de Futebol de Campo. Na visão do experiente professor, João não era lateral por não saber marcar, e falou para o Jair e o Vitor. Na opinião do professor ele só sabia correr atrás dos atacantes. No primeiro treino, João foi escalado na lateral-direita, meia-direita e ponteiro-direito. E continuou treinando como ponteiro-direito. João tinha a opinião que só louco jogava como centroavante. No primeiro jogo da competição regional o adversário seria o Esporte Clube 1º de Maio da Linha Pio X de Pinhalzinho, o jogo foi no campo municipal de Pinhalzinho, e o centroavante da equipe de Saudades não compareceu para o jogo, e o professor o perguntou se ele atuaria como centroavante, ele respondeu que não era louco. O professor disse então que ele ficaria fora do time. Na hora ele aceitou a vestir a camisa nove. Preferiu ser louco, que ficar no banco de suplentes. Resultado, o novo camisa nove, marcou 4 gols no primeiro jogo como centroavante. Na quarta rodada da mesma competição, a equipe Saudadense foi jogar no município de Cunhataí, chegando lá, na hora de escalar a equipe o professor Cassol, começa citando os números, posição e os nomes, quando chega na posição de centroavante, ele diz o seguinte “vai jogar a alegria dos baixinhos (Xuxa)”, João pensou que ficaria na suplência. Ninguém sabia quem era o Xuxa. Quando ele viu o Cassol estava com a camisa 9 na mão para lhe entregar, as gargalhas ecoaram no vestiário. Na época João tinha o cabelo comprido e loiro, o apelido pegou de tal forma, que até hoje, ele é mais conhecido pelo apelido que pelo nome.  No jogo em Cunhataí, o Xuxa fez mais três gols, e a partir dali, nunca mais mudou de posição, nem parou de fazer gols. A equipe juvenil de Saudades conquistou por três vezes seguidas o regional da categoria, e o Xuxa sempre marcado muitos gols. No primeiro ano ele marcou 9 gols em 10 jogos, no segundo marcou 12 gols em 10 jogos, no terceiro ano marcou os mesmos 12 gols nos mesmos 10 jogos.                             

A matéria segue na próxima edição falando das conquistas do Xuxa com a equipe da sua comunidade, Juventude da Linha Taipas e da ADAF Futsal. A foto em destaque é da equipe do Juventude campeã municipal em 1999.

 

Nomes na foto:                                                                                                                                                   

Em pé: Regis Rosembach, Jair Lauxen, Jair Lang, Valdir Hister, Vilson Hackenhaar (Stibe), Fábio Weirech (Moinho), Evandro Urnau (Supi) e Lenoir Hohn (Leno).                                                                                                 

Agachados: Fabiano Loch, Claudemir Lauxen (Mosquito), Leandro Sulzbacher (Lê), Luiz Adelmo Helfer (Chiquinho), Vitor Geller, Vilson Simon (Monge), João Rafael Heinzen (Xuxa) e Pedro Heisler (Pedrinho).