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25 anos da maior conquista do futebol Catarinense

        O título da Copa do Brasil conquistado há exatos 25 anos pelo Criciúma (02 de junho de 1991), continua até hoje sendo a maior façanha do futebol Catarinense. Uma taça que uniu definitivamente a cidade de Criciúma em torno do time e transformou jogadores em ídolos. Na última semana o jornal Diário Catarinense publicou uma série de matérias relembrando a histórica conquista do Criciúma Esporte Clube. O treinador era Luiz Felipe Scolari (Felipão quase não pôde ser o comandante do título). Os maus resultados na serie B do campeonato Brasileiro pressionavam o técnico, que era ameaçado de ser demitido. Porém, os jogadores e a comissão técnica fizeram um pacto pela conquista que segurou Scolari. “Se não me engano, voltamos de Caxias, de um jogo lá, e tinha essa história de ele ser demitido. Mas logo foi marcado o jogo com o Goiás, na Copa do Brasil, e ali todo o grupo conversou que tínhamos que nos fechar porque a conquista era muito palpável” disse Sarandi. A confiança do time era muito por causa das partidas no Estádio Heriberto Hülse. É importante ressaltar que o Tigre foi campeão invicto da Copa do Brasil, algo que só o Grêmio, Cruzeiro, Corinthians e Flamengo conseguiram. “Não era arrogância, mas a gente sabia que em casa éramos imbatíveis. Conhecíamos muito bem o campo e o nosso time era muito entrosado, aquele elenco jogou junto por cinco temporadas. Por isso, quando deixamos o Olímpico com o empate por 1 a 1 com o Grêmio, tínhamos a certeza de que o título era nosso” garante Itá, capitão da equipe. O herói improvável, autor do gol da conquista o zagueiro Vilmar não costumava fazer gols. “O Jairo Lenzi cobrou o escanteio e eu vim correndo do meio de campo e fiz o gol. Eu me atrapalhei na hora de ir para a área, e saí atrasado e acabei surpreendendo” ainda celebra Vilmar. Do grupo de 1991, 11 jogadores ainda moram na cidade. Em Criciúma, eles construíram suas famílias, uma relação que nasceu em 1989 com o primeiro título do Catarinense conquistado pelo elenco, que seria vencedor do Estadual mais duas vezes,1990 e 1991. “Criamos uma relação com a cidade muito forte. Até hoje somos reconhecidos e é muito legal quando um pai nos apresenta para o filho mais novo” conta o lateral-direito Sarandi. O Tigre já tinha batido na trave da Copa do Brasil no ano anterior. Em 1990, o clube foi eliminado nos pênaltis pelo Goiás, na semifinal. “Eu até hoje ainda penso naquele jogo. Lembro-me dele inteirinho, como se fosse hoje. A nossa equipe já era muito forte. Então, quando os encontramos nas quartas de final, em 1991, teve aquele gostinho de vingança. Para mim, na verdade, a partida mais importante foi quando eliminamos o Atlético-MG com um gol de falta do Roberto Cavalo. Ali eu pensei! “Ninguém segura mais a gente” recorda o ponta Jairo Lenzi.             Depois de 25 anos do triunfo tricolor, Santa Catarina ainda não se esqueceu desse feito, que, apesar do passar do tempo, não foge da memória de jogadores e torcedores. Uma façanha sem torcida para comemorar não vale de nada. O título da Copa do Brasil marcou a vida de uma geração de torcedores tricolores. Até hoje, lembram com detalhes das histórias que eles viveram no Heriberto Hülse e na cidade nos dias que precederam a decisão e também logo depois que o Criciúma levantou a taça mais importante do futebol de Santa Catarina. Do colecionador de camisas ao sócio benemérito, confira memórias desses apaixonados. O colecionador de camisas do Criciúma, Pedro Paulo Canela tem 349 modelos diferentes. É mais de 500 contando as repetidas, uma paixão que não acaba. Antigamente, eu viajava muito pelo Brasil e logo depois do título da Copa do Brasil todo mundo pedia uma camisa do Criciúma. Ainda bem que na época as camisas de futebol eram mais baratas, recorda. O fanático João Carlos Dal Pont carrega no braço direito uma tatuagem de um tigre, mascote do Criciúma. Paixão marcada na pele. Modesto Dal Pont é Criciúma antes mesmo do clube existir. Ele era sócio patrimonial do Comerciário, clube que deu origem ao Tigre. Uma paixão que ele passou para os filhos e contagiou toda a família. Hoje, com 84 anos, ele não vai mais as partidas no Heriberto Hülse por causa de problemas de visão, mas não deixa de acompanhar seu time de coração.

 

Saudações Santista, e até a próxima matéria!

 

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