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Uso de agroTÓXICOS na agricultura (Parte 2)

      Existem diversos tipos de agrotóxicos, que variam de acordo com as invasoras e pragas a serem combatidas. Para ter uma ideia do tamanho do arsenal, são cerca de 900 princípios ativos em mais de 4000 formulações diferentes. Como medida de segurança, o Brasil - e a maioria dos países - possui toda uma legislação determinando a quantidade a ser aplicado, o tempo que se deve esperar para colher o alimento (carência) e o tipo de produto a ser usado.

      As formulações de agrotóxicos são constituídas de princípios ativos, que é o termo usado para descrever os compostos responsáveis pela atividade biológica desejada. O mesmo princípio ativo pode ser vendido sob diferentes formulações e diversos nomes comerciais, e também podemos encontrar produtos com mais de um princípio ativo. Dos cerca de 115 elementos químicos conhecidos atualmente, 11 podem estar presentes nas formulações dos agrotóxicos, dentre eles: bromo (Br), carbono (C), cloro (Cl), enxofre (S), fósforo (P), hidrogênio (H), nitrogênio (N) e oxigênio (O), e são os mais frequentemente encontrados, conferindo características específicas aos agrotóxicos.

      A utilização de agrotóxicos na agricultura tem um forte impacto socioeconômico, pois geram custos, riscos e benefícios à sociedade, afetando de forma diferente todos os atores sociais envolvidos (indústria química, trabalhadores e produtores rurais e consumidores). O benefício mais comum associado à utilização de agrotóxicos seria o aumento na produtividade da lavoura, ou seja, uma maior produção agrícola colhida para uma determinada área plantada.  Além disso, o controle de grandes áreas, controle por longos períodos, controle na linha de cultura, menor revolvimento do solo, rapidez e praticidade.

      Porém, o uso indiscriminado e a crescente utilização de agrotóxicos na produção de alimentos tem ocasionado uma série de transtornos e modificações no ambiente, como a contaminação de alimentos, de seres vivos e a acumulação nos segmentos bióticos e abióticos dos ecossistemas (biota, água, ar, solo, sedimentos, dentre outros).

      Os agrotóxicos podem ser classificados em quatro classes de acordo com os perigos que eles podem representar para o ambiente e seres humanos, além dos rótulos serem identificados por meio de faixas coloridas. Classe I – Extremamente tóxico (Vermelha). Classe II – Altamente tóxico (Amarela). Classe III - Mediamente tóxico (Azul) e Classe IV - Pouco tóxico (Verde). Essa classificação está de acordo com resultados de testes e estudos feitos em laboratórios, que objetivam estabelecer a dosagem letal 50%, que é a quantidade de substância necessária para matar 50% dos animais testados nas condições experimentais utilizadas.

     Portanto, há necessidade de cuidados especiais no manuseio dos agrotóxicos, na sua aplicação e no seu armazenamento, para proteger o ambiente e as pessoas envolvidas na cadeia produtiva.