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Uso de agroTÓXICOS na agricultura (Final)

O veneno está na mesa dos brasileiros, no país que mais consome agrotóxicos no mundo. Conforme Silvio Tendler a cada 90 minutos, alguém é envenenado por um agrotóxico no Brasil e o país está à tona de uma encruzilhada - está mais do que na hora de o país fazer uma escolha entre dois caminhos: uma alimentação saudável, fruto de uma agricultura familiar ou um modelo com base no agronegócio calcado no trinômio monocultura, baixa empregabilidade e agrotóxicos.

Mas há alternativas viáveis de produção de alimentos saudáveis que respeitam a natureza, os produtores e os consumidores. Talvez a principal delas seja a produção orgânica, englobando diversas formas de agricultura mais ecológicas e sustentáveis, como a agricultura biodinâmica, alternativa, natural, agroecológica e permacultura. Agricultura orgânica é o sistema de produção que não usa fertilizantes sintéticos, agrotóxicos, reguladores de crescimento ou aditivos sintéticos. Nela os processos biológicos substituem os insumos tecnológicos. Por exemplo, as práticas monoculturais apoiadas no uso intensivo de fertilizantes sintéticos e de agrotóxicos da agricultura convencional são substituídas na agricultura orgânica pela rotação de cultura, diversificação, consórcios, entre outras práticas.

Outro método alternativo para substituir ou diminuir o uso de agrotóxicos é o controle biológico. Esse controle consiste no emprego de um organismo (predador, parasita ou patógeno) que ataca outro que esteja causando danos econômicos às lavouras. Trata-se de uma estratégia muito utilizada em sistemas agroecológicos, assim como na agricultura convencional que se vale do Manejo Integrado de Pragas (MIP). O Uso do MIP tem como objetivo diminuir a poluição de organismos não benéficos nas lavouras a níveis aceitáveis, mantendo em níveis abaixo daqueles capazes de causar dano econômico.

Além disso, o uso da biotecnologia para controle de pragas poderá ser utilizada, fazendo modificações genéticas nas plantas. Essas plantas receberiam os herbicidas, mas, somente as ervas daninhas seriam destruídas. Outra forma é o uso de biopesticidas, que são produtos desenvolvidos a partir de organismos vivos e que não contêm substâncias químicas, sendo inofensivos à saúde do homem, animais e plantas. Outra é o uso de feromônios, que são substâncias liberadas por insetos e ácaros – e, pelos animais – as quais exercem influência sobre indivíduos da mesma espécie. Ou seja, são substâncias que possuem ou carregam uma excitação ou estímulo. Mais recentemente iniciaram as pesquisas que utiliza gama-radiação, usando energia nuclear, principalmente na desinfestação de frutas.

Estes métodos de alternativas para substituir ou diminuir o uso dos agrotóxicos é algo que realmente precisa ser colocado em pratica, principalmente a agricultura orgânica, mas este é um processo lento que deve ser bem avaliado e estudado, aliado a isso o uso correto e consciente de agrotóxicos com cuidados e acompanhamento técnico necessários reduziriam os seus impactos, promovendo uma agricultura mais sustentável.