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Tecnologia e Produtividade na Agricultura

Analisando os dados históricos sobre a produtividade física das principais espécies vegetais cultivadas no Brasil, publicados pela Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), constatamos que o aumento da produtividade é algo extraordinário. No período de 1993/94 a 2012/13 a produtividade média nacional de algodão saltou de 6,51 para 24,31 sc/ha; a de soja de 36,31 para 48,96 sc/ha; a de milho de 39,06 para 85,33 e a de feijão de 9,58 para 15,16 sc/ha. Estes aumentos na produtividade acompanhados pelo aumento da área cultivada, em proporção bem menor, aliado à capacidade empreendedora do agricultor brasileiro, fizerem com que o Brasil se tornasse a potência que representa perante aos demais países do mundo em produção agrícola.

 

O aumento da produtividade física das culturas deve-se, fundamentalmente, às modernas práticas de produção que sabiamente foram incorporadas aos diferentes sistemas agrícolas. Essas práticas são frutos do trabalho da pesquisa agropecuária desenvolvida no Brasil por Universidades, instituições de pesquisa pública e, também por inúmeras instituições privadas que, além de desenvolverem pesquisa, colaboram com as instituições públicas. Destaque também deve ser dado aos profissionais da área que, utilizando as mais diversas estratégias, fazem a transferência das tecnologias dos centros de pesquisa para o produtor rural.

 

Foi no início dos anos de 1970, quando o Brasil importava quantidade significativa de alimentos para atender às necessidades básicas de sua população, que iniciava forte movimento de mudança do campo para as cidades, que foi feita a opção pela ciência, na produção agrícola. A partir dos conhecimentos gerados pela pesquisa agrícola, além da melhoria das produtividades, verificaram-se significativas melhorias nos processos de produção, o que proporcionou a obtenção de produtos de melhor qualidade, tornou o trabalho do homem menos exaustivo e os cuidados com recursos naturais passaram a fazer parte da agenda de todos envolvidos com a produção agrícola. Porém nem toda tecnologia proporciona ganhos de produtividade, algumas embora não impactem diretamente sobre a produtividade, possuem efeito direto sobre os custos de produção, reduzem impactos sobre o meio ambiente, melhora a produtividade dos fatores de produção, dentre outros. Desta forma, não se deve considerar melhoria de produtividade apenas ganhos com o aumento da produtividade física.

 

Cada vez mais se torna necessária a utilização de tecnologias que proporcionem o mínimo de impacto ao ambiente e à saúde do homem. Assim, tecnologias como sistema plantio direto; integração lavoura-pecuária-floresta, manejo integrado de pragas, doenças, plantas daninhas e rotação de culturas, precisam ser mais utilizadas. Estas tecnologias, quando adequadamente manejadas, contribuem para o aumento da produtividade das culturas, para a redução dos custos de produção e diminuem a necessidade de "insumos externos". Em resumo, alta tecnologia, é utilizar de forma adequada os fatores de produção, que são terra, capital, trabalho e conhecimento. Assim, a tecnologia é decisiva para a obtenção de altas produtividades, que nem sempre é o maior número de quilogramas por hectare.